Lacen deve iniciar testes para varíola dos macacos em Goiás, adianta Flúvia Amorim

Atualmente, apenas quatro laboratórios de todo o país recebem as coletas

Pedro Hara -
Superintendente de vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim. (Foto: Pedro Hara/Portal 6)

Nos últimos dias, Goiás registrou um aumento no número de casos da Monkeypox, mais conhecida como varíola dos macacos.

De acordo com o último boletim divulgado nesta terça-feira (02), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), são 35 notificações confirmadas, além de 42 suspeitas.

No entanto, os números podem ser ainda maiores. Como já repercutido em reportagem do Portal 6, a confirmação do diagnóstico pode demorar de 05 a 07 dias, pois as amostras coletadas precisam ser enviadas para o laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (02), a superintendente de vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, revelou que existem planos do Ministério da Saúde (MS), de que as confirmações sejam realizadas pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) estaduais.

“Hoje existem no Brasil quatro laboratórios que fazem exames específicos da Monkeypox. O Adolfo Lutz, em São Paulo, o Ezequiel Dias, em Minas Gerais, a Fiocruz e o da UFRJ, no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde (MS) já está trabalhando na descentralização para os Lacen estaduais”.

Em Goiás, os 35 casos confirmados são de homens entre 23 e 43 anos. Apesar deste dado, existem outros grupos que também preocupam a pasta.

“Os grupos que mais nos preocupam são crianças, gestantes e imunossuprimidos. Os imunossuprimidos, pessoas que ou por uma doença tem uma queda na imunidade ou uma doença que por causa do tratamento causa a diminuição dessa imunidade”.

Embora seja uma doença nova no estado, Fluvia garantiu que os profissionais de saúde de Goiás já estão capacitados para atender os pacientes que estejam com a suspeita da Monkeypox.

“A secretaria fez a primeira capacitação no dia 20 de junho e fizemos a última no dia 09 de julho. Foram três capacitações. Essas capacitações estão sendo disponibilizadas para todos os profissionais. A nossa intenção é preparar os profissionais para entender o que é um caso suspeito, fazer a conduta clínica e o manejo adequado com este paciente”.

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