Negócio ‘bom pra cachorro’ é aposta de goianienses para obter renda extra

Profissionais oferecem diferentes modalidades e opções para donos de pets

Gabriella Pinheiro -
Sheila, Flavia e Valdete, respectivamente. (Foto: Arquivo Pessoal/ Montagem Portal 6)

É como diz o ditado “quem não tem cão, caça com gato”. Bom, para alguns goianienses, a frase foi seguida a risca e tem sido um caminho para lidar com as despesas e obter aquela renda extra no final do mês. 

Por meio da plataforma Doghero, os aspirantes têm conseguido faturar um cachê pra lá de atrativo. Tudo isso por conta da modalidade de pet sitter – babá de pet – que consiste em cuidar de um animal de outra pessoa por tempo determinado. 

Dessa forma, os usuários do site oferecem opções como hospedagem de pets, passeios, idas ao veterinário e até creche para cachorro.

Uma das pessoas que entrou de cabeça nessa ideia foi Valdete Coutinho, de 48 anos. Ao Portal 6, ela conta que começou a trabalhar na área em 2016, após o filho mudar de país. 

“Já que eu gostava de animais, meu filho me deu a ideia para começar a atuar como pet sitter. Como eu iria ficar sozinha e seria bem ruim, decidi tentar. Foi algo que valeu a pena e mudou a minha vida totalmente”, diz. 

Desde então, ela afirma que tem trabalhado apenas como acompanhante e cuidadora de pets e que a atividade vem sendo bastante procurada em Goiás.

“Eu já tenho a minha clientela fixa. A procura é muita, é difícil ter um dia em que não tenho um hóspede. Hoje eu consigo me bancar só com isso, não é aquela vida de luxo, mas consigo pagar minhas contas” explica. 

Outra pessoa que também decidiu apostar na área é Sheila Aguiar, de 54 anos. Para superar a dor da morte de uma cachorra, que ocorreu em 2012, ela resolveu embarcar na onda, abandonando a antiga profissão de professora. 

“Hoje em dia eu tenho uma melhor qualidade de vida que eu não tinha como professora. Fora a renda, já que eu consigo ganhar melhor financeiramente e viver bem”, afirma. 

Até o momento, ela revela que já atendeu cerca de 500 cachorros e que, mensalmente, vê um aumento de cerca de 30% na demanda.

O relato é bastante similar ao de Flavia Caroline, de 47 anos, que, desde 2018, também atua como babá de cachorro e tem visto um aumento na busca pelo serviço. 

“Principalmente em janeiro e dezembro, que são meses de férias, e nos feriados, há uma procura absurda por esse tipo de serviço”, ressalta. 

Segundo ela, 80% dos clientes que buscam o serviço acabam sendo fiéis retornando para ela quando necessitam viajar. 

“Eu cuido igual eu cuido das minhas. Brinco, tiro foto, se eles gostam de dormir, eu deixo eles quietinhos e funciona dessa forma”, conta. 

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