Servidores da educação de Goiânia anunciam greve a partir da próxima segunda-feira (02)

Tomada de decisão foi realizada durante uma assembleia em frente ao Paço Municipal

Gabriella Pinheiro Gabriella Pinheiro -
Imagem mostra uma sala de aula com vários alunos. (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Goiânia)

Horas depois do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), afirmar não acreditar em uma greve dos servidores da educação, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego) informou uma paralisação na rede municipal a partir da próxima segunda-feira (02). 

O anúncio foi feito na terça-feira (26) durante uma assembleia realizada em frente ao Paço Municipal e comandada pela presidente da Sintego e deputada estadual Bia de Lima (PT). 

Entre as reivindicações da categoria, estão: reajuste de 6% no pagamento da data-base de 2023, novo plano de carreira e aumento no auxílio locomoção de R$ 300 para R$ 600. 

Apesar da confirmação, segundo Bia, a expectativa é que uma contraproposta seja apresentada até sexta-feira (29), o que pode suspender a greve. 

“Se até lá, apresentarem uma boa proposta, vamos nos reunir novamente e podemos suspender a greve. Se não, a greve já foi anunciada e do ponto de vista jurídico está tudo certo”, diz.

Momentos antes do anúncio, Rogério Cruz afirmou que esperava uma sensibilidade dos servidores em não optar pela greve e chegou a citar algumas dificuldades financeiras do município. 

“Acredito que não vai ter greve. O administrativo sabe da responsabilidade e o processo tem sido realizado com todos os servidores da prefeitura”, destacou. 

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou que segue avaliando com responsabilidade fiscal e técnica as demandas apresentadas pelos profissionais administrativos da educação e que segue aberto ao diálogo com a categoria.

Leia a nota completa na íntegra: 

“O município avalia com responsabilidade fiscal e técnica as demandas apresentadas pelos profissionais administrativos da educação, e segue aberto ao diálogo com a categoria.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) enviou as propostas apresentadas pelos profissionais à Secretaria Municipal de Administração (Semad) para estudo e avaliação do impacto orçamentário-financeiro.

É importante destacar que projeções da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) apontam queda na arrecadação em decorrência dos repasses do governo federal e a possibilidade de que o município alcance o limite prudencial de despesa com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Diante desse cenário de quedas vertiginosas de repasses federais, a prioridade é cumprir com os valores previstos no orçamento público, reduzir as despesas de custeio e priorizar as ações que visam a manutenção do equilíbrio das contas públicas.

Por fim, o município destaca que a valorização dos profissionais também é uma prioridade. A gestão criou o auxílio locomoção de R$ 300 e trabalha na elaboração do plano de cargos da categoria. Além disso, quitou três data-base e cumpre o pagamento da folha dentro do mês trabalhado, garantindo os direitos já adquiridos pelos servidores.”

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