Consumo de bebidas na porta de distribuidoras em Goiânia entra na mira do MPGO

Órgão alerta para aumento no número de ocorrências policiais na porta dos estabelecimentos

Thiago Alonso Thiago Alonso -
Consumo de bebidas na porta de distribuidoras em Goiânia entra na mira do MPGO
Promotora do Ministério Público de Goiás (MPTO). (Foto: Divulgação/ MPGO)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) emitiu uma recomendação à Prefeitura de Goiânia com o intuito de implementar medidas de fiscalização na porta de distribuidoras de bebidas, uma vez que o consumo nesses locais é proibido pelo Código de Posturas da capital e vem sendo descumprido.

No pedido, a promotora de Justiça Alice de Almeida Freire, titular da 7ª PJ, anexou um relatório enviado pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), que mostra que, entre os meses de janeiro e abril de 2024, mais de 40% dos homicídios do município ocorreram nesses estabelecimentos ou próximo a eles.

Além disso, outro fator apontado foi a falta de autorizações legais dessas distribuidoras, sendo que a maioria delas não possui nem mesmo alvará de funcionamento ou licenças específicas.

O Ministério Público salientou que, mesmo aqueles que apresentam a documentação adequada, ainda vêm atuando em desacordo com a legislação em outros aspectos.

“Distribuidora não é bar. Como o próprio nome diz, a distribuidora tem licenciamento de uso e funcionamento apenas para distribuição e venda das bebidas, e não para o seu consumo no local”, apontou Alice de Almeida Freire.

Não o bastante, a promotora relembrou que, por se tratarem de locais apropriados para isso [consumo], os bares possuem ‘exigências’ ainda mais complexas.

“Bares e restaurantes requerem outro tipo de investimento, como, por exemplo, estrutura para serviços, encargos trabalhistas e até acústica para impedir a proliferação do som, para que não ocorra a perturbação do sossego público”, pontuou.

As recomendações foram encaminhadas para o gabinete do Prefeito Rogério Cruz e para a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), pasta designada pela fiscalização e cumprimento das exigências, sejam elas notificação, autuação, interdição e apreensão de bens e mercadorias.

O Comando do Policiamento da Capital, por meio do Coronel Pedro Henrique Batista Alves de Paiva, também recebeu a solicitação, que indica a realização de patrulhamento preventivo, seja pela prática de consumo nas distribuidoras, ou até para registros de ocorrências relacionadas aos locais.

“Essa recomendação também tem o fim de ordenamento urbanístico em prol de medidas preventivas da criminalidade e também de um convívio harmonioso na nossa capital”, finalizou a profissional.

 

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Thiago Alonso

Thiago Alonso

Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde fevereiro de 2024.

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