Pesquisa da UFG mostra triste realidade do empreendedorismo em Goiás

Relatório destaca diferenças importantes entre quem tem negócios no estado

Natália Sezil -
Pesquisa da UFG mostra triste realidade do empreendedorismo em Goiás
Angelita Pereira de Lima na apresentação do “Perfil da Empreendedora Goiana”. (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) elucidou uma triste realidade do empreendedorismo em Goiás: a desigualdade salarial entre homens e mulheres que atuam na área.

O estudo “Perfil da Empreendedora Goiana” mostra diferenças não só nos rendimentos econômicos, mas também as principais atividades exercidas pelas empreendedora no estado. Outro ponto destacado é quantas delas trabalham de casa.

Segundo a pesquisa, as mulheres têm uma renda mensal 37% menor que os homens empreendedores, o equivalente a R$ 1.607 de diferença. Enquanto homens ganham R$ 4.361 mensais, mulheres recebem R$ 2.754.

O valor muda ainda mais para empreendedores que trabalham de casa. O retorno financeiro difere R$ 1.908 entre os gêneros – de R$ 1.755 para mulheres para R$ 3.663 para homens.

A reitora da UFG, Angelita Pereira de Lima, destacou o motivo: “isso não é por acaso, eles têm em geral mais tempo para se dedicar ao trabalho em comparação ao trabalho feminino“.

Angelita também destacou: “fazer a unha, uma comida, uma roupa, por muito tempo não era considerado empreender e nem uma renda. Era uma ajuda dentro de casa”, cenário que mudou.

Atividades em destaque

O estudo também mostra quais são as principais atividades econômicas exercidas pelas empreendedoras. Quase um terço delas trabalha com comércio varejista – em produtos alimentícios, vestuário e calçados, comércio ambulante e feiras.

Em segunda posição, ficam os serviços pessoais, incluindo cabeleireiras, manicure e estética. Depois, a confecção de roupas e acessórios, e, por último, a área da alimentação, a exemplo de restaurantes e bufê.

Desafios enfrentados

Além disso, a pesquisa exibiu alguns dos principais desafios enfrentados pelas mulheres no empreendedorismo goiano. Separação das despesas pessoais e do negócio, e conciliação do trabalho e rotina doméstica são alguns deles.

Também entram na lista a existência de limitações e improvisos na infraestrutura, falta de visibilidade física (para negócios de comércio físico) e desconhecimento das regras e legislação.

Todos os detalhes do levantamento estão disponíveis no relatório.

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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