Pesquisa da UFG mostra triste realidade do empreendedorismo em Goiás
Relatório destaca diferenças importantes entre quem tem negócios no estado
Uma pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) elucidou uma triste realidade do empreendedorismo em Goiás: a desigualdade salarial entre homens e mulheres que atuam na área.
O estudo “Perfil da Empreendedora Goiana” mostra diferenças não só nos rendimentos econômicos, mas também as principais atividades exercidas pelas empreendedora no estado. Outro ponto destacado é quantas delas trabalham de casa.
Segundo a pesquisa, as mulheres têm uma renda mensal 37% menor que os homens empreendedores, o equivalente a R$ 1.607 de diferença. Enquanto homens ganham R$ 4.361 mensais, mulheres recebem R$ 2.754.
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O valor muda ainda mais para empreendedores que trabalham de casa. O retorno financeiro difere R$ 1.908 entre os gêneros – de R$ 1.755 para mulheres para R$ 3.663 para homens.
A reitora da UFG, Angelita Pereira de Lima, destacou o motivo: “isso não é por acaso, eles têm em geral mais tempo para se dedicar ao trabalho em comparação ao trabalho feminino“.
Angelita também destacou: “fazer a unha, uma comida, uma roupa, por muito tempo não era considerado empreender e nem uma renda. Era uma ajuda dentro de casa”, cenário que mudou.
Atividades em destaque
O estudo também mostra quais são as principais atividades econômicas exercidas pelas empreendedoras. Quase um terço delas trabalha com comércio varejista – em produtos alimentícios, vestuário e calçados, comércio ambulante e feiras.
Em segunda posição, ficam os serviços pessoais, incluindo cabeleireiras, manicure e estética. Depois, a confecção de roupas e acessórios, e, por último, a área da alimentação, a exemplo de restaurantes e bufê.
Desafios enfrentados
Além disso, a pesquisa exibiu alguns dos principais desafios enfrentados pelas mulheres no empreendedorismo goiano. Separação das despesas pessoais e do negócio, e conciliação do trabalho e rotina doméstica são alguns deles.
Também entram na lista a existência de limitações e improvisos na infraestrutura, falta de visibilidade física (para negócios de comércio físico) e desconhecimento das regras e legislação.
Todos os detalhes do levantamento estão disponíveis no relatório.








