De olho nas terras raras de Goiás, Estados Unidos aprovam financiamento de até R$ 465 milhões para mineradora no estado
Montante pode representar um novo fôlego à economia norte-americana, especialmente com a escalada das tensões com a China

Os Estados Unidos aprovaram um financiamento de até US$ 465 milhões para a Serra Verde Pesquisa e Mineração (SVPM), localizada em Minaçu, no norte de Goiás.
A mineradora é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras, conforme o Ministério de Minas e Energia (MME).
A empresa extrai um concentrado de terras raras com alta proporção de disprósio (Dy) e térbio (Tb), além de neodímio (Nd) e praseodímio (Pr), usados na fabricação de ímãs permanentes, componentes indispensáveis em veículos elétricos, turbinas eólicas e outras tecnologias de ponta.
O financiamento será destinado a melhorias na mina Pela Ema, que tem vida útil estimada em 25 anos, além de cobrir despesas operacionais, refinanciamento de dívidas e custos de transação no Brasil.
EUA X China
As chamadas terras raras englobam 17 elementos químicos relativamente abundantes na natureza, mas cuja separação em estado puro é complexa e custosa.
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apontam que o Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses elementos, atrás apenas da China — responsável por mais de 60% da produção global e quase 90% do refino.
O investimento em Goiás pode representar um novo fôlego à economia norte-americana, que atualmente enfrenta uma série de restrições para atuar no setor no país asiático, que vem utilizando as largas reservas como vantagem comercial.
O presidente Donald Trump chegou inclusive a ameaçar uma tarifa de 200% nas exportações com a China, que já está na casa dos 130%, caso o país dificultasse às negociações envolvendo os minerais.
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