Anvisa proíbe venda de whey protein e determina recolhimento de lotes
Medida atinge whey e outros suplementos vendidos sem registro e licenciamento; Anvisa proíbe produção, venda e até propaganda em todo o país
O mercado de suplementos nunca esteve tão aquecido no Brasil — e exatamente por isso, o alerta agora vem em tom de urgência. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda e o recolhimento imediato de lotes de whey protein e outros suplementos alimentares que estavam sendo comercializados de forma irregular no país.
A medida mira, principalmente, o Proteus Whey Isolate Protein Mix, fabricado pela Unlimited Alimentos e Suplementos SLU Ltda., que, segundo a agência, era vendido sem registro e sem licenciamento sanitário obrigatório.
A decisão ocorre em um cenário em que o consumo de suplementos disparou. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) apontam que o consumo de whey protein cresceu 25% em 2022 em comparação a 2021.
Hoje, o Brasil já ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores do mundo, com um setor que movimentou cerca de R$ 6,4 bilhões em 2023 e tem projeção de alcançar R$ 10,8 bilhões até 2028. Mas, junto com o crescimento acelerado, surge um risco proporcional: produtos irregulares entrarem no mercado e chegarem ao consumidor sem controle sanitário adequado.
No caso do Proteus Whey Isolate Protein Mix, a Anvisa afirma que a suspensão foi motivada pela ausência de registro no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, o que impede a confirmação da origem das matérias-primas e compromete o acompanhamento de qualidade.
Com isso, o produto passa a ter fabricação, comercialização, distribuição, importação e propaganda proibidas, além de também estar vetado para consumo em todo o território nacional.
A fiscalização também alcançou outra empresa: a Bugroon Raízes Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda., apontada pela agência por fabricar e comercializar itens sem licenciamento sanitário — inclusive vendendo por meio de site próprio.
Entre os produtos atingidos pela determinação de recolhimento estão os óleos Menta Piperita Bugroon, Sucupira Bugroon e Copaíba Bugroon, além de suplementos em cápsulas como Ginkocen, Calmom, Catux, Unaro Moringa, Neuralfocus e Contradô. A orientação vale para todos os lotes listados.
A medida reforça um ponto essencial para quem consome suplementos: antes de colocar qualquer produto na rotina, é preciso atenção à regularidade sanitária e à procedência — especialmente em um mercado que cresce rápido e, justamente por isso, virou terreno fértil para itens sem rastreabilidade.
Siga o Portal 6 no Google News fique por dentro de tudo!








