Psicólogos alertam: crianças que foram superprotegidas pelos pais na infância podem se tornar adultos muito indecisos quando crescem
Algumas escolhas feitas cedo moldam comportamentos que acompanham toda a vida adulta

A superproteção na infância, muitas vezes confundida com cuidado e amor, tem sido apontada por psicólogos como um fator de risco para o desenvolvimento emocional saudável.
Especialistas alertam que impedir a criança de enfrentar frustrações, tomar decisões simples ou experimentar desafios cotidianos pode comprometer sua autonomia e capacidade de escolha na vida adulta.
O psicólogo espanhol Rafa Guerrero, especialista em desenvolvimento infantil, afirma que a superproteção costuma estar mais relacionada aos medos não resolvidos dos adultos do que às reais necessidades da criança.
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Em entrevistas e publicações científicas, Guerrero explica que pais excessivamente controladores transmitem, ainda que de forma inconsciente, a mensagem de incapacidade aos filhos, afetando diretamente a construção da autoestima e da autoconfiança.
Estudos publicados pela American Psychological Association (APA) indicam que crianças criadas em ambientes altamente controlados tendem a apresentar maior dependência emocional, baixa tolerância à frustração e dificuldade em estabelecer limites pessoais na fase adulta.
Segundo a entidade, a ausência de experiências de tentativa e erro prejudica o desenvolvimento das funções executivas, responsáveis pela tomada de decisão e autorregulação emocional.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) também reforçam que o desenvolvimento saudável envolve permitir que a criança explore o ambiente com segurança, mas sem intervenções excessivas.
Errar, repetir e lidar com pequenas frustrações são etapas fundamentais para o fortalecimento da resiliência emocional e da capacidade de resolver problemas de forma independente.
Especialistas destacam que não se trata de adotar uma criação permissiva ou negligente, mas de acompanhar sem controlar.
Validar emoções, oferecer apoio e incentivar a tentativa são atitudes que favorecem o crescimento emocional. Como alertam os psicólogos, superproteger não é proteger, é limitar.
E esses limites, quando impostos na infância, podem se transformar em barreiras invisíveis que dificultam escolhas, autonomia e segurança emocional ao longo da vida adulta.
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