Megaferrovia brasileira de 1.200 km vai cortar 53 municípios do Brasil e beneficiará diversos brasileiros

Com investimento bilionário e entrega prevista até 2027, a Transnordestina promete transformar a logística e impulsionar o desenvolvimento no Nordeste

Isabella Victória -
Megaferrovia brasileira de 1.200 km vai cortar 53 municípios do Brasil e beneficiará diversos brasileiros
(Foto: Reprodução/Diariodonordeste.verdesmares.com)

Por décadas, a promessa de uma grande ferrovia ligando áreas produtoras do Nordeste aos portos brasileiros parecia distante.

No entanto, esse cenário começa a mudar de forma concreta.

Agora, a maior iniciativa de infraestrutura da região avança em ritmo acelerado e, gradualmente, transforma o mapa logístico do país.

A Transnordestina, megaferrovia com mais de 1.200 quilômetros de extensão, atravessará 53 municípios em três estados nordestinos.

Além disso, o projeto traz a expectativa de impulsionar a economia, gerar empregos e tornar o transporte de cargas mais eficiente e sustentável.

Investimento bilionário e avanço das obras

O empreendimento soma investimento total estimado em R$ 14,9 bilhões. Até o momento, R$ 11,3 bilhões já entraram na execução da obra.

Atualmente, as equipes já concluíram cerca de 80% da primeira fase, conforme dados do Ministério dos Transportes.

Com isso, o cronograma ganha mais previsibilidade.

O governo federal projeta concluir toda a ferrovia até 2027.

Quando isso acontecer, a linha principal contará com 1.206 quilômetros, dos quais 727 já estão prontos, além de 73 quilômetros de ramais secundários que complementam a estrutura.

Por onde a ferrovia vai passar?

A Transnordestina ligará Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará — um dos principais polos de exportação do Nordeste.

Assim, a ferrovia conectará diretamente áreas produtoras ao mercado internacional.

Ao longo do trajeto, a ferrovia cruzará:

  • 28 municípios no Ceará
  • 18 municípios no Piauí
  • 7 municípios em Pernambuco

Recentemente, autoridades vistoriaram trechos estratégicos no Ceará, incluindo cidades como Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia.

Dessa forma, o governo reforça o compromisso com a entrega da obra dentro do novo prazo.

Projeto esperado há mais de seis décadas

A ideia de integrar o interior nordestino por ferrovia surgiu ainda na década de 1950.

Naquele período, o país já identificava a necessidade de fortalecer a logística regional.

O primeiro projeto começou em 1959, mas dificuldades econômicas interromperam a iniciativa.

Anos depois, em 2006, o governo lançou o modelo atual, inicialmente com previsão de entrega em 2010.

Entretanto, atrasos sucessivos comprometeram o cronograma.

Somente em 2024, as equipes retomaram as obras com novo planejamento e maior ritmo de execução.

Desde então, o projeto voltou ao centro da estratégia logística nacional.

Impacto na economia e no transporte

A ferrovia atenderá principalmente ao transporte de cargas.

Em especial, ela facilitará o escoamento de grãos, fertilizantes, cimento, combustíveis e minério.

Em dezembro de 2025, por exemplo, operadores realizaram uma viagem-teste que transportou milho do Piauí ao Ceará.

Além disso, outra operação levou 946 toneladas de sorgo em pouco mais de 16 horas, comprovando a eficiência do trajeto.

Ao conectar regiões produtoras ao Porto do Pecém, a Transnordestina reduzirá custos logísticos e ampliará a competitividade das exportações brasileiras.

Consequentemente, produtores e empresas poderão acessar mercados externos com mais agilidade.

Desenvolvimento e sustentabilidade

Além do impacto econômico direto, a ferrovia deve estimular a instalação de terminais logísticos, portos secos e novos empreendimentos privados ao longo do percurso.

Com isso, municípios do entorno poderão atrair investimentos e ampliar a geração de emprego e renda.

Outro ponto estratégico envolve a sustentabilidade.

O transporte ferroviário emite menos gases poluentes do que o modal rodoviário.

Portanto, ao ampliar o uso dos trilhos, o país também reduz a emissão de carbono no setor de transporte.

Seja pelo tamanho da obra, pelo volume de investimento ou pelo alcance regional, a Transnordestina marca uma nova etapa na infraestrutura brasileira.

Mais do que isso, ela consolida um corredor logístico estratégico para o Nordeste e, consequentemente, fortalece o futuro econômico do país.

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Isabella Victória

Estudante de Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária de SEO no Portal 6. Atua na produção de conteúdo otimizado para a web, com interesse em curiosidades, comportamento, tendências digitais e temas do cotidiano, sempre com uma abordagem leve, clara e informativa.

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