Empreendedor cria barcos que limpam rios, atrai R$ 2 milhões e transforma plástico em renda
Modelo aposta na mineração urbana do plástico e mostra que limpeza de rios pode ser sustentável financeiramente

O que começou como um negócio de lazer sobre as águas virou um modelo que combina impacto ambiental e geração de receita.
Em Manaus, Jadson Maciel transformou a rotina no rio em oportunidade: criou uma startup com barcos voltados à retirada de plástico, atraiu um aporte de R$ 2 milhões e hoje afirma faturar cerca de R$ 12 mil por mês.
Antes da tecnologia, veio a observação. Ao perceber que uma cidade com quase 2 milhões de habitantes tinha pouca oferta de stand-up paddle, ele decidiu apostar no setor.
Pediu demissão e investiu R$ 120 mil da rescisão na criação do Flutuante Sup Amazonas, uma estrutura voltada ao aluguel de pranchas e à prática do esporte.
A convivência diária com o rio revelou outro cenário: o acúmulo constante de resíduos. O incômodo virou ideia de negócio.
Assim nasceu a Awty, startup criada para limpar rios por meio de embarcações tecnológicas com identidade amazônica — uma delas chamada Mapinguari, inspirada na lenda regional.
Com o aporte recebido, a operação deixou de ser pontual e passou a ter estrutura contínua. Os barcos recolhem o plástico, que segue para uma usina própria de limpeza e secagem.
O objetivo não é apenas retirar o lixo da água, mas transformá-lo em matéria-prima. Parte do material já tem destino certo: uma empresa local de sacolas plásticas utiliza o plástico reaproveitado, fechando o ciclo entre coleta, tratamento e venda.
A proposta une três frentes: uso cotidiano do rio, tecnologia embarcada e reaproveitamento industrial.
Para Jadson, quando o resíduo ganha valor comercial, a limpeza deixa de ser apenas custo — e passa a ser negócio sustentável.
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