Educação de Goiânia anuncia greve por tempo indeterminado após impasse com a Prefeitura
Segundo o sindicato, a morosidade do governo municipal em apresentar soluções para as reivindicações acumuladas levou ao esgotamento do diálogo

Os trabalhadores da rede municipal de Educação de Goiânia decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado. A deflagração da greve ocorreu durante Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), realizada nesta quinta-feira (07), no Cepal do Setor Sul.
A interrupção oficial dos serviços está agendada para começar na próxima terça-feira (12).
A categoria, que reúne professores e servidores administrativos, justifica a medida pela ausência de progresso nas negociações com a Prefeitura de Goiânia.
Segundo o sindicato, a morosidade do governo municipal em apresentar soluções para as reivindicações acumuladas levou ao esgotamento do diálogo.
A decisão coletiva reflete um histórico de mobilizações que já resultou em movimentos grevistas nos anos de 2022, 2023 e 2024.
A pauta de reivindicações para 2026 abrange tanto questões salariais quanto estruturais da carreira pública. Os profissionais exigem o cumprimento de leis específicas e o pagamento de direitos retroativos.
Entre os itens prioritários estão a implementação do plano de carreira para os servidores administrativos; o pagamento imediato das progressões de carreira; a atualização do piso salarial dos professores e a quitação da data-base dos administrativos.
O comando de greve afirma que a mobilização busca garantir a valorização profissional e assegurar condições adequadas de trabalho nas unidades de ensino da capital.
Até o momento, o cronograma de paralisação segue mantido para a próxima semana.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação (SME) de Goiânia, que informou ainda não ter sido formalmente notificada da decisão.
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