Mãe detalha momentos antes da morte de adolescente em Anápolis e desabafa: “não consigo entender”

Sofia Castro chegou em casa quase inconsciente após sair para beber com amigos. Causa da morte ainda é investigada

Natália Sezil -
Yara Castro foi a público falar da morte da filha, a adolescente Sofia Castro, que tinha 17 anos.
Yara Castro foi a público falar da morte da filha, a adolescente Sofia Castro, que tinha 17 anos. (Foto: Reprodução/Instagram)

A mãe de Sofia Rezende Cândida de Castro, adolescente de 17 anos que morreu em circunstâncias misteriosas dentro de casa, em Anápolis, foi a público neste domingo (10) de Dia das Mães para contar como foram os últimos momentos da filha.

Yara Castro Franceschini publicou um vídeo no Instagram onde explica que a filha tinha saído com amigas na noite de sexta-feira (08). O destino era um bar da cidade.

Algumas horas depois, na madrugada de sábado (09), os colegas levaram a adolescente para casa, já em estado quase inconsciente.

A mãe detalha: “as amigas me contaram que ela reclamou de uma dor na perna, uma fisgada na perna. Logo depois ela pisou em falso e caiu, meio que desmaiando já, sentindo fortes dores. Ela transpirava bastante, ficou bem pálida e já não conseguia andar direito”.

Ao ver a filha naquele estado, Yara chegou a desconfiar que pudesse se tratar de efeitos da bebida alcoólica. Ela afirmou que Sofia não usava entorpecentes, mas bebia de forma moderada, dizendo que os amigos tinham relatado o consumo de dois copos de cerveja.

A mãe conta que, com a suspeita, tentou dar um banho na filha. “Fui dar um banho e ela desmaiou nos meus braços. E já não voltou mais”, relatou, aos prantos.

Yara acionou a Polícia Militar (PM) e também o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas as autoridades encontraram a vítima já sem sinais vitais.

No local, a mãe e o padrasto relataram aos policiais que não conheciam três das quatro pessoas que levaram Sofia para casa momentos antes do ocorrido.

Para Yara, as hipóteses incluem trombose e edema pulmonar, o que ainda deve ser apurado com apoio do Instituto Médico Legal (IML).

Comoção

Além de contar detalhes do ocorrido, Yara desabafou: “no Dia das Mães eu tenho que gravar um vídeo falando da morte da minha filha. Do meu primeiro amor, da minha melhor amiga. Eu e a Sofia nos conectávamos só no olhar, nos entendíamos só no olhar”.

“Não estou entendendo os planos de Deus nesse momento. Está difícil. Eu clamei por Deus, eu pedi para soprar vida nela, mas não deu tempo, não era esse o plano que Ele tinha para ela”.

A morte de Sofia causou grande comoção. Nos comentários da publicação, amigos e conhecidos deixaram pesares e compartilharam memórias boas com a adolescente.

Uma comentou: “sua filha era muito amada, Yara, muito querida”. Outra reforçou: “Sofia era um anjo que espalhava doçura aonde ia”. A adolescente foi descrita como “uma menina de luz”, “alegre e cheia de vida”, que “jamais será esquecida”.

O Colégio Objetivo, onde ela estudava, escreveu que “hoje seria impossível desejar um feliz Dia das Mães. A dor de uma mãe é sentida por todas nós, ainda que jamais na mesma proporção”.

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Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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