Pesquisadores criam tablete de tempero sem gordura e sem corantes artificiais em Goiás
Pesquisa desenvolvida em instituto federal transforma ingredientes tradicionais em uma nova formulação para uso na cozinha

Uma mistura de ingredientes presentes na rotina da culinária brasileira passou por uma transformação dentro de um laboratório em Goiás. O resultado foi uma nova tecnologia voltada à produção de um tempero prensado, desenvolvido a partir de pesquisa acadêmica e com foco em uma formulação diferenciada.
O projeto foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), no Campus Rio Verde, e resultou no deferimento de uma patente relacionada à criação. A tecnologia nasceu a partir de uma dissertação do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Alimentos da instituição.
A pesquisa teve como base o açafrão-da-terra, ingrediente conhecido pela coloração amarelada e pelo uso como condimento, combinado com outros componentes utilizados tradicionalmente na alimentação brasileira.
- Pessoas nascidas entre 1950 e 1970 costumam ter uma vantagem emocional que as gerações mais novas perderam, segundo um estudo de psicologia
- Aos 11 anos, jovem prodígio quebra recorde e se torna a Grande Mestra mais jovem da história do xadrez
- Marian Rojas, psiquiatra: “Não estamos apenas cansados de trabalhar, de fazer tudo, mas também de tomar tantas decisões, porque isso consome nossa saúde mental”
Pesquisa desenvolveu nova formulação de tempero
A invenção consiste em uma composição para a produção de tabletes de tempero prensado condimentado à base de açafrão-da-terra. A fórmula criada pelos pesquisadores permite a elaboração de diferentes versões do produto, com combinações de outros temperos.
Entre os ingredientes utilizados estão sal, fécula de mandioca e soro de leite em pó, que fazem parte da composição desenvolvida durante o estudo.
O trabalho foi realizado pela estudante Maria Siqueira de Lima, sob orientação do professor Marco Antônio Pereira da Silva e coorientação da professora Geovana Rocha Plácido.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia desenvolvida permite obter um tablete de tempero por meio de um processo específico de prensagem, criando uma alternativa em formato compacto para utilização como condimento e corante natural em preparações culinárias.
Produto não utiliza gordura nem aditivos químicos sintéticos
Uma das características destacadas pela pesquisa é a composição sem gordura e sem aditivos químicos sintéticos responsáveis por alterações artificiais na formulação.
De acordo com o IF Goiano, o produto desenvolvido pode ser utilizado como tempero e como fonte de coloração natural para alimentos. A formulação também pode atender consumidores que possuem restrições relacionadas ao consumo de gordura ou corantes artificiais.
Além disso, segundo os autores do estudo, o tablete apresenta menor custo de produção em comparação com outras possibilidades de formulação, característica associada aos ingredientes escolhidos e ao processo desenvolvido.
A pesquisa, no entanto, está relacionada ao desenvolvimento tecnológico do alimento e não representa uma avaliação clínica sobre efeitos à saúde dos consumidores.
Açafrão-da-terra é base de tecnologia criada em Goiás
O açafrão-da-terra, também conhecido como cúrcuma, é uma raiz utilizada há séculos na culinária por causa de seus pigmentos naturais, responsáveis pela tonalidade amarela característica.
A principal substância associada à coloração do ingrediente é a curcumina, um composto estudado em diferentes áreas da ciência e utilizado também como corante natural na indústria de alimentos, conforme regulamentações sanitárias específicas.
No tablete desenvolvido pelo IF Goiano, o ingrediente foi utilizado como base para uma nova forma de apresentação do tempero, unindo características tradicionais do alimento a uma proposta tecnológica desenvolvida em ambiente acadêmico.
Patente reforça atuação do instituto em inovação
O desenvolvimento faz parte das iniciativas de pesquisa e inovação do IF Goiano, que busca transformar estudos acadêmicos em tecnologias aplicáveis à sociedade e ao setor produtivo.
O deferimento da patente representa o reconhecimento da criação desenvolvida pelos pesquisadores e amplia a proteção da tecnologia gerada dentro da instituição.
Para o instituto, projetos como esse fortalecem a produção científica nos programas de pós-graduação e mostram como pesquisas realizadas em laboratórios podem gerar soluções voltadas a diferentes áreas da indústria de alimentos.
A tecnologia desenvolvida em Rio Verde passa a integrar o conjunto de pesquisas aplicadas realizadas pelo IF Goiano, com possibilidade de futuras aplicações conforme avanços no processo de desenvolvimento do produto.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






