O mais velho, o do meio ou o mais novo: estudo mostra qual filho tem o QI mais alto
Pesquisas sobre ordem de nascimento reacendem uma dúvida antiga entre irmãos, mas a resposta exige atenção aos detalhes

Em toda família com mais de um filho, é quase inevitável que surjam comparações. Há quem diga que o mais velho costuma ser mais responsável, que o filho do meio precisa disputar mais atenção e que o caçula, muitas vezes, acaba sendo o mais mimado da casa.
Essas ideias atravessam gerações e aparecem tanto em conversas descontraídas quanto em brincadeiras entre irmãos.
Mas, quando o assunto deixa de ser apenas comportamento e passa para a inteligência, a curiosidade costuma ser ainda maior.
Afinal, existe alguma relação entre a ordem de nascimento e o nível de QI dos filhos?
Estudos sobre o tema indicam que os filhos mais velhos tendem a apresentar uma leve vantagem em testes de coeficiente intelectual.
A diferença, no entanto, não deve ser interpretada como uma regra absoluta, nem como uma forma de determinar quem é “mais inteligente” dentro de uma família.
Segundo pesquisadores que analisaram a relação entre ordem de nascimento e desempenho cognitivo, essa pequena vantagem dos primogênitos pode estar mais ligada ao ambiente familiar do que a fatores biológicos.
Uma das explicações é que o primeiro filho costuma receber mais atenção exclusiva dos pais nos primeiros anos de vida.
Além disso, com a chegada dos irmãos mais novos, ele pode assumir uma posição de maior responsabilidade, ajudando, ensinando e convivendo com estímulos diferentes dentro de casa.
Esse papel, de certa forma, poderia favorecer habilidades ligadas à organização, linguagem e resolução de problemas.
Ainda assim, especialistas destacam que os efeitos encontrados nas pesquisas são pequenos e não têm força suficiente para definir o futuro ou a capacidade intelectual de alguém.
Também entram nessa conta fatores como educação, renda familiar, estímulos recebidos na infância, saúde, rotina de estudos e oportunidades ao longo da vida.
Por isso, embora os levantamentos apontem uma tendência favorável aos filhos mais velhos em testes de QI, a conclusão precisa ser vista com cautela.
No fim das contas, a posição entre os irmãos pode até influenciar alguns aspectos do desenvolvimento, mas está longe de ser o único fator importante.
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