Porta de avião pode abrir no ar? Entenda o caso em voo da Latam
Caso em voo internacional reacendeu dúvidas sobre os mecanismos que impedem a abertura de portas durante o trajeto

A tentativa de um passageiro de abrir a porta de um avião durante um voo internacional da Latam reacendeu uma dúvida comum entre muitos viajantes: afinal, é possível abrir uma saída de emergência enquanto a aeronave está no ar?
O caso ocorreu no voo LA8070, que saiu de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Frankfurt, na Alemanha, no dia 10 de maio de 2026.
Segundo informações divulgadas pela CNN, um passageiro chileno tentou manipular a porta da aeronave e precisou ser contido pela tripulação.
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Depois, ele teria feito ofensas racistas, homofóbicas e xenofóbicas contra um comissário de bordo. O homem foi preso pela Polícia Federal ao retornar ao Brasil, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 15 de maio.
Apesar do susto, especialistas em aviação explicam que abrir a porta de um avião comercial em altitude de cruzeiro é considerado fisicamente impossível. Isso acontece por causa da pressurização da cabine.
Durante o voo, a pressão dentro da aeronave é muito maior do que a pressão externa. Essa diferença faz com que a porta seja empurrada com força contra a estrutura do avião.
Na prática, ela funciona como uma espécie de tampa presa pela pressão, o que impede que seja aberta por uma pessoa durante o trajeto.
As portas de jatos comerciais também são projetadas com sistemas de travamento e mecanismos que exigem condições específicas para abertura.
Em muitos modelos, a porta precisa se mover primeiro para dentro antes de ser deslocada para fora ou para o lado, algo inviável quando há grande diferença de pressão entre o interior e o exterior da cabine.
A abertura só se torna possível quando as pressões interna e externa estão equilibradas. Isso ocorre, geralmente, com o avião no solo ou em altitudes muito baixas, durante procedimentos ligados à despressurização e ao pouso.
No caso da Latam, o voo seguiu viagem depois que o passageiro foi contido. A companhia afirmou repudiar práticas discriminatórias e violentas e informou que colabora com a Polícia Federal na investigação.
A empresa também disse prestar apoio psicológico e jurídico ao funcionário vítima das ofensas.
Além da investigação criminal, passageiros que colocam em risco a segurança de uma operação aérea podem enfrentar consequências administrativas.
A Anac prevê punições para condutas consideradas indisciplinadas, incluindo multas e possível restrição de embarque.
Informações retiradas da CNN Brasil.
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