Advogado explica: quem não fizer testamento pode acabar deixando a viúva sem herança, com nova lei

Decisões recentes abrem caminhos inéditos para quem busca reaver o próprio patrimônio

Magno Oliver Magno Oliver -
Advogado explica: quem não fizer testamento pode acabar deixando a viúva sem herança, com nova lei
(Imagem: Ilustração/Magnific)

Muitos cidadãos brasileiros demonstram forte preocupação nos escritórios de advocacia perante as recentes discussões legislativas sobre o direito sucessório nacional.

Essa grande movimentação ocorre devido ao avanço da proposta de reforma do Código Civil no Senado Federal por meio do Projeto de Lei 4/2025.

Especialistas alertam que a falta de planejamento patrimonial preventivo gerará graves impasses financeiros para as famílias no momento da partilha de bens.

O Judiciário debate intensamente o tema, pois a modernização das regras vigentes visa dar maior autonomia para os testadores do país.

Essa modificação jurídica consiste na retirada definitiva do cônjuge ou companheiro da lista de herdeiros necessários da ordem de sucessão.

Atualmente, a legislação obriga a reserva mínima de metade do patrimônio total para o parceiro sobrevivente e os descendentes diretos. No entanto, a nova norma estabelece que os filhos herdarão isoladamente os bens particulares caso o falecido não formalize suas intenções.

Consequentemente, a companheira ficará resguardada somente com a meação dos patrimônios adquiridos durante a união, conforme o regime escolhido anteriormente.

Os riscos familiares e as alternativas legais de proteção

Independentemente do tempo de união estável, a exclusão da esposa da linha sucessória direta causará o aumento expressivo de disputas judiciais.

Muitos casais acreditam equivocadamente na perpetuidade das regras de proteção mútua atuais e ignoram a urgência dos novos mecanismos institucionais.

Sem o testamento, a parceira enfrentará sérios riscos de exclusão material, gerando severos conflitos de interesse entre parentes do falecido.

Assim, os juristas ressaltam que o planejamento preventivo assegura a estabilidade e impede o desamparo financeiro de quem cuidou da família.

Para solucionar essa potencial vulnerabilidade doméstica, os cidadãos devem buscar a elaboração de escrituras públicas de última vontade em cartórios.

O procedimento legal garante a transferência planejada das posses particulares, respeitando os limites percentuais de livre disposição estipulados pela corregedoria jurídica.

Além disso, defensores do projeto afirmam que a proposta institui direitos compensatórios, como o usufruto de moradia para a subsistência digna. Essa precaução contábil e administrativa evita surpresas negativas e garante a tranquilidade do parceiro sobrevivente no futuro.

Confira o que diz o advogado:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Rafael Burgos | Advogado (@rafaelburgos.adv)

 

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

Publicidade

+ Notícias

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Para mais informações, incluindo como configurar as permissões dos cookies, consulte a nossa nova Política de Privacidade.