Lei torna obrigatório horário de verão e relógios devem ser adiantados em 01 hora entre os meses de março e novembro neste país
Projeto aprovado em comissão da Câmara americana pode fixar o horário de verão e encerrar a troca semestral dos relógios no país
A velha rotina do horário de verão de mexer nos relógios duas vezes por ano ganhou um novo enfoque. A medida, que há decadas divide opiniões, ganhou novo impulso político e pode alterar de forma definitiva a organização do tempo nos Estados Unidos.
O debate envolve o chamado Sunshine Protection Act, projeto que busca tornar permanente o horário de verão em território norte-americano. O texto avançou na Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes e agora segue para análises no plenário.
Caso seja aprovado pelo Congresso e sancionado, os relógios deixariam de passar pela mudança semestral. Na prática, os EUA manteriam durante todo o ano o horário atualmente adotado entre março e novembro, quando os ponteiros são adiantados em uma hora.
O presidente Donald Trump comemorou o avanço da proposta em publicação na Truth Social. Ele afirmou que pretende trabalhar pela aprovação do texto e criticou o modelo atual, alegando que a troca de horários gera custos para cidades, estados, empresas e transtornos à população.
Pela regra vigente, o horário de verão começa no segundo domingo de março e termina no primeiro domingo de novembro. Nessa data, os relógios retornam ao horário padrão.
A mudança, no entanto, ainda está longe de ser unanimidade. Havaí e a maior parte do Arizona já não adotam o horário de verão, enquanto outros estados defendem a possibilidade de manter o modelo de forma permanente.
Parlamentares favoráveis argumentam que tardes mais claras podem estimular atividades ao ar livre, movimentar a economia e reduzir impactos na rotina. Já críticos afirmam que a medida deixaria as manhãs de inverno excessivamente escuras em algumas regiões.
Entidades ligados ao sono também defendem cautela, Para especialistas da área, o fim da troca semestral pode ser positivo, mas o horário padrão permanente seria mais adequado ao ritmo biológico humano.
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