Jovem que ganha R$ 1.900 por mês conta como fez para conseguir financiar apartamento

Relato viral reacende dúvidas sobre casa própria e mostra quais critérios pesam antes da aprovação de um financiamento

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Jovem que ganha R$ 1.900 por mês conta como fez para conseguir financiar apartamento
(Foto: Paulo Carvalho/Agência Brasília)

O sonho da casa própria costuma parecer distante para quem recebe um salário mais baixo e precisa lidar, todos os meses, com contas fixas, alimentação, transporte e outras despesas do dia a dia.

Mesmo assim, um relato compartilhado nas redes sociais chamou atenção ao mostrar que, em alguns casos, planejamento e enquadramento nas regras certas podem aproximar esse objetivo da realidade.

No vídeo, uma jovem afirma ganhar R$ 1.900 por mês e conta que conseguiu avançar no processo para financiar um apartamento. A história viralizou justamente por levantar uma pergunta comum entre brasileiros de baixa renda: afinal, quanto é preciso ganhar para tentar comprar um imóvel?

A resposta não depende apenas do salário. Bancos e instituições financeiras analisam renda familiar bruta, valor do imóvel, entrada disponível, histórico de crédito, prazo de pagamento e capacidade de manter as parcelas em dia.

No caso da Caixa, uma das principais referências em financiamento habitacional no país, a prestação pode chegar a até 30% da renda familiar bruta. Tomando como base apenas a renda de R$ 1.900, esse limite representaria cerca de R$ 570 por mês.

Por isso, programas habitacionais podem fazer diferença. No Minha Casa, Minha Vida, famílias urbanas com renda bruta mensal de até R$ 3.200 se enquadram na Faixa 1, que pode oferecer subsídios e condições mais acessíveis, conforme as regras do programa e a análise do contrato.

Ainda assim, a aprovação não é automática. Cada caso passa por simulação, avaliação documental, análise cadastral e verificação das condições do imóvel.

Outro ponto importante é a entrada. O uso do FGTS, quando permitido, pode ajudar a reduzir o valor financiado ou complementar o pagamento inicial, desde que o comprador cumpra os requisitos exigidos.

Além da parcela, quem pretende financiar precisa considerar custos extras, como seguros, tarifas, documentação, registro em cartório e demais despesas que compõem o Custo Efetivo Total.

Veja o relato da jovem nas redes sociais:

 

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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