Treinamento inédito em Anápolis com caças Gripen é concluído com resultados positivos, aponta FAB

Exercício reuniu cerca de 2 mil militares das Forças Armadas e simulou diferentes cenários de conflito

Lara Duarte -
Exercício Conjunto Escudo-Tínia é realizado pela primeira vez na Base Aérea de Anápolis (BAAN). (Foto: Sargento André Souza/CECOMSAER)
Exercício Conjunto Escudo-Tínia é realizado pela primeira vez na Base Aérea de Anápolis (BAAN). (Foto: Sargento André Souza/CECOMSAER)

A Forca Aérea Brasileira (FAB) concluiu na última sexta-feira (29) mais uma edição do Exercito em Conjunto (EXCON) Escudo-Tínia, considerado um dos principais treinamentos do país.

Pela primeira vez, a atividade foi realizada pela Base Aérea de Anápolis (BAAN) e contou com a participação dos caças F-39 Gripen, junto as aeronaves A-1M, A-29 Super Tucano, F-5M, E-99, KC-390 Millennium e C-105 Amazonas.

O exercício reuniu cerca de 2 mil militares da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da própria FAB ao longo de quase três semanas de operações.

Entre os meios das áreas de defesa, participaram a antiaérea, infantaria, comando e controle, comunicações, saúde e defesa cibernética da Força Aérea.

Durante os dias 11 a 29 de maio, foram empregados 40 aeronaves de 12 unidades diferentes, totalizando aproximadamente mil horas de voo.

Segundo a FAB, o treinamento teve como objetivo aprimorar a capacidade de resposta das Forças Armadas em cenários complexos, além de fortalecer a integração entre as três instituições.

Operações simuladas

O treinamento foi dividido em três fases. A primeira simulou uma campanha defensiva. Na sequência, foram realizadas ações ofensivas contra alvos estratégicos.

Já a etapa final teve como foco a consolidação das operações, com missões aeroterrestres, lançamento de paraquedistas, treinamentos noturnos e reabastecimento em voo.

Entre as atividades desenvolvidas, foram realizadas também as chamadas Missões Aéreas Compostas (COMAO), que envolvem diferentes tipos de aeronaves atuando de forma coordenada e simultânea para garantir a superioridade aérea durante os cenários simulados.

“Após três semanas intensas de exercícios, vamos avaliar agora todos os dados obtidos para que a gente possa então, dentro desse contexto, planejar os próximos treinamentos e estar com as tripulações prontas para o emprego quando for necessário”, afirmou o Brigadeiro do Ar Paulo Fischer, Diretor do Exercício.

Avaliação positiva

O encerramento ocorreu com a tradicional Análise Pós-Acão (APA), etapa em que são avaliados o desempenho das tripulações, o cumprimento dos objetivos e a integração entre as Forças Armadas.

O evento final contou também com o comandante de Preparo da FAB, tenente-brigadeiro do ar Raimundo Neto, que, na ocasião, ressaltou a importância do exercício para manter o nível de prontidão das forças militares.

Coordenado pelo Ministério da Defesa, o Escudo-Tínia 2026 foi conduzido pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), pelo Comando de Preparo (COMPREP) e pela BAAN.

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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