Nem academia, nem corrida: o simples hábito que combate o corpo travado

Mudança discreta na rotina pode ajudar a aliviar tensões e melhorar a sensação de movimento ao longo do dia

Layne Brito -
Nem academia, nem corrida
(Foto: Reprodução/Freepik)

Passar horas sentado diante do computador, estudar por longos períodos, dirigir muito ou ficar no sofá por tempo demais pode deixar o corpo com uma sensação incômoda de rigidez.

Ombros pesados, costas travadas, quadril duro e pernas cansadas são sinais comuns de que a rotina está exigindo movimento.

Muita gente associa esse desconforto à falta de academia, corrida ou treinos intensos.

Porém, profissionais da saúde reforçam que pequenas mudanças ao longo do dia já podem ajudar a combater o corpo travado, principalmente quando o problema está ligado ao excesso de tempo parado.

O hábito mais simples é fazer pausas ativas. A ideia é levantar por alguns minutos, caminhar um pouco, alongar de forma leve e movimentar as articulações antes que a rigidez se acumule.

Essas pausas podem ser feitas a cada 30 ou 60 minutos, especialmente por quem trabalha sentado ou passa muito tempo em frente a telas.

Não é necessário trocar de roupa, usar equipamento ou separar uma hora do dia. O objetivo é apenas quebrar o período prolongado de imobilidade.

Movimentos simples já podem ajudar. Caminhar pela casa ou pelo escritório, girar os ombros, levantar os braços, movimentar o pescoço com cuidado, flexionar e estender as pernas e alongar levemente o quadril são algumas opções.

Esse tipo de pausa contribui para ativar a circulação, reduzir tensões musculares e melhorar a percepção corporal.

Também pode ajudar na postura, já que o corpo deixa de permanecer por muitas horas na mesma posição.

Ainda assim, a prática não substitui uma rotina regular de atividade física.

Ela funciona como um complemento importante para quem precisa se movimentar mais, mas não deve ser vista como cura para dores crônicas ou problemas de saúde.

Dor persistente, formigamento, perda de força, limitação de movimento ou desconforto intenso devem ser avaliados por um profissional.

Nesses casos, insistir em movimentos sem orientação pode piorar o quadro.

Mesmo assim, para quem sente apenas aquela rigidez comum do dia a dia, levantar com mais frequência pode ser um bom começo.

Às vezes, o corpo não precisa de um treino pesado imediatamente, mas de menos horas parado e mais movimento distribuído ao longo da rotina.

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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