Após ação judicial, ex-presidente do Jóquei Clube de Goiás nega irregularidades e explica ausência de documentos
Atual gestora cobra documentos que seriam essenciais para a administração, como os contábeis, fiscais e previdenciários

O médico e ex-presidente do Jóquei Clube de Goiás, Fausto Gomes, se pronunciou sobre a Ação de Exigir Contas movida pela atual diretoria e que pede uma série de documentos administrativos relativos às finanças da associação.
Segundo a atual presidente do Jóquei, Nívea Ribeiro de Paula, os documentos que seriam essenciais para a administração do clube, como os contábeis, fiscais, previdenciários, entre outros, não foram entregues na troca da gestão.
Em entrevista ao Portal 6, Fausto Gomes refutou a acusação. Ele afirma que, ao assumir o clube no ano de 2020, já o encontrou em estado precário e sem registros de nenhum natureza.
“O Jóquei não tem esses documentos. Há vários e vários anos, há várias gestões atrás. Ao longo desses anos, o prédio foi sendo sucateado. Esses documentos que existiam antigamente, prestações de contas, fichas, documentos de sócios, aquilo lá não existe mais, já há vários anos”, afirmou.
Fausto ressalta que, mesmo antes da gestão dele, o Jóquei Clube já não possuía funcionários, o que impossibilitava a geração de documentos como os do INSS e prestações de contas trabalhistas.
Também menciona que, no período em que esteve à frente, o prédio do Jóquei não estava sob a jurisdição do clube, mas sim sob a posse de uma faculdade. A retomada do imóvel só ocorreu próximo à transição para a atual diretoria.
De acordo com o médico, ele recebeu a administração do clube de Ivana Menezes, que atualmente seria membro da gestão de Nívea de Paula. “A mesma coisa que aconteceu com a gente é o que está acontecendo agora. Não tinha prestação de contas também na gestão da Ivana”, destacou.
Comunicação com a nova presidência
Fausto Gomes declara que, quando for notificado pela Justiça, a diretoria anterior entregará todos os documentos que possuir, aqueles poucos que teriam sido levantados durante o período que esteve à frente do clube.
Ele lamenta a postura da atual gestão, que, segundo ele, poderia ter buscado um diálogo antes de partir para medidas judiciais.
“Nós não recebemos nenhum telefonema, nenhuma mensagem de WhatsApp, nenhum documento protocolado. Não recebemos nenhum ofício, nada. Foi até uma surpresa para a gente”, afirma Fausto.
A reportagem não encontrou o contato da ex-gestora Ivana Menezes. O espaço para posicionamento permanece em aberto.
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