Placas polêmicas em Anápolis voltam a gerar curiosidade de novos moradores: “bebida alcoólica é urina do capeta”
Frases como "novela é o vômito do inferno" e "a mulher que usa roupa curta é amiga de Satanás" são algumas das mais chamativas

Já muito conhecidas pelos moradores de Anápolis, as polêmicas placas religiosas mantidas nos arredores do distrito de Miranápolis voltaram a chamar atenção.
Durante um passeio pela região, o corretor de imóveis e criador de conteúdo Marcos R (@omarcozr) foi surpreendido pelas placas com mensagens ultraconservadores. A severidade e o tom das mensagens causaram espanto ao influenciador
“Vocês que moram em Anápolis há mais tempo que eu, sabem me dizer o que é isso aqui?”, disse ele enquanto registrava em vídeo o local.
Frases como “a bebida alcoólica é urina do capeta” e “a mulher que usa roupa curta é amiga de Satanás” são algumas das mais chamativas e que ajudaram a tornar o caso uma ‘lenda urbana anapolina’.
As placas ficam no Instituto Missionário Filhos, dirigido pelo Padre Divino Antônio Lopes, conhecido por Pe. Toninho. Elas contêm avisos radicais que condenam comportamentos e peças de vestuário.
No local também há mensagens com ataques à memória do falecido Bispo Dom Manoel Pestana Filho, com quem Pe. Toninho já teve conflitos.
“Conheça o Bispo Dom Manoel Pestana Filho: Chefe da Put#ria” e “Dom Manoel Pestana Filho: Bispo Imoral” são alguns exemplos das escrituras que foram posicionadas em frente ao centro religioso em 2022.
Origem das placas
A origem das placas remonta ao início dos anos 2000. Padre Toninho foi desligado da Diocese de Anápolis em 2001 após uma série de confusões e desavenças com a Igreja Católica, especialmente com o já falecido bispo Dom Manoel Pestana.
Mesmo após o desligamento, o grupo liderado por Toninho manteve as atividades no mosteiro e continuou pregando e fundando novas células pelo interior de Goiás, atraindo fiéis mais fervorosos.
Nos últimos anos, o grupo intensificou a fixação dos painéis morais na área pública. As estruturas contam com proteção constante para evitar remoções ou atos de vandalismo.
Em um site mantido pelo Instituto Missionário Filhos, uma mensagem atribuída a Pe. Toninho nega o afastamento formal da Igreja Católica.
“Alguns disseram que eu, Padre Divino, estou excomungado e não sou mais padre […] Estou esperando o decreto da minha excomunhão! Por favor, não demorem em enviá-lo”, diz a mensagem.
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