Márcio Corrêa denuncia que empresa suspeita de lavar dinheiro pelo PCC tinha contrato de R$ 700 mil por mês com a Prefeitura de Anápolis
Segundo o prefeito, acordo foi firmado para atender as aulas remotas durante a pandemia de Covid-19, mas continuou sendo mantido pela gestão do ex-prefeito Roberto Naves mesmo após o retorno das atividades presenciais. "Rescindi no primeiro dia", destacou

Atualizada às 16h22, com nota da Fundação Sagres – O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), denunciou nesta quinta-feira (18) que a Administração Municipal mantinha um contrato de R$ 700 mil por mês com a Fundação Sagres para fornecimento de licenças de acesso a uma plataforma digital educacional e ambiente virtual de aprendizagem.
Segundo ele, o acordo foi criado durante a pandemia de Covid-19 para atender atividades de ensino remoto, mas continuou em vigor e teve o valor ampliado pelo ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos) mesmo após o retorno das aulas presenciais.
As declarações foram dadas durante entrevista à Jovem Pan News 105.7 FM, quando o prefeito comentava os desafios financeiros enfrentados pela Administração Municipal e medidas adotadas para reduzir despesas consideradas excessivas.
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Ao abordar o contrato, Márcio afirmou que a despesa foi encerrada logo nos primeiros dias de sua gestão à frente da Prefeitura de Anápolis.
“Agora, pasmem, acabou a pandemia, fizeram aditivo e aumentaram o contrato. Se foi para a pandemia e a pandemia acabou, por que aumentaram o contrato?”, questionou. Conforme o prefeito, o valor chegou a R$ 700 mil mensais.
“Eu abri as gavetas da Prefeitura. Fizemos denúncias de vários contratos da cidade. Esse pessoal tinha um contrato em Anápolis de R$ 700 mil por mês para aula de ensino à distância. Eu cortei no primeiro dia de mandato”, declarou.
A Fundação Sagres foi fundada por Adair Antônio de Freitas Meira, investigado na Operação Contaminatio, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Conforme reportagem publicada pelo jornal O Popular, ele é suspeito de utilizar empresas e entidades ligadas ao seu nome para movimentação de recursos supostamente relacionados ao esquema investigado.
Procurada pelo Portal 6, a Fundação Sagres informou que não é objeto de investigação policial e que Adair Antônio de Freitas Meira não integra seu conselho estatutário. Leia na íntegra:
“A Fundação Sagres reitera que não é objeto de investigação policial. Com 20 anos de trajetória, a entidade reafirma seu compromisso com a transparência e com a promoção do acesso à educação, informação e cultura por meio de uma comunicação de qualidade. A Fundação esclarece, ainda, que Adair Meira não integra seu conselho estatutário.”
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