Flanelinhas ‘privatizam’ ruas próximas ao OBA e exigem até R$ 50 adiantados para estacionar em dia de jogo do Vila Nova

Vídeos mostram diversos pontos próximos ao estádio com áreas bloqueadas por cones e fitas

Ícaro Gonçalves -
Estádio OBA, em Goiânia
Flanelinha bloqueia vias próximas ao estádio OBA, em Goiânia (Imagens: Captura de tela/Arquivo pessoal cedido ao Portal 6)

Torcedores do Vila Nova que frequentam o estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia, denunciam um transtorno que tem se recorrente em dias de jogos.

Segundo relatos enviados ao Portal 6, flanelinhas estão fechando calçadas e ruas da região para cobrar pelo estacionamento de veículos.

A denúncia foi feita por um torcedor que compareceu à partida deste sábado (20), entre Vila Nova e Náutico, válida pela 14ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O jogo teve início às 19h, mas conforme o relato, desde as 14h já era possível encontrar ruas bloqueadas pelos flanelinhas com cones e fitas zebradas. A estratégia, segundo o denunciante, seria usada para impedir que motoristas estacionassem sem efetuar pagamento.

Os valores cobrados variariam entre R$ 20 e R$ 50 por vaga. Além disso, o dinheiro é exigido de forma antecipada, assim que o veículo é estacionado.

“Eles estão fazendo a festa, viu? Fecham as calçadas, fecham as ruas, não deixam ninguém estacionar em volta do estádio todinho. Só estaciona se pagar”, relata.

Vídeos encaminhados à reportagem mostram diversos pontos próximos ao OBA com áreas delimitadas por cones e fitas. Também é possível observar veículos estacionados sobre calçadas enquanto flanelinhas organizam o movimento.

Ainda segundo a denúncia, muitos motoristas são obrigados a procurar vagas a quilômetros de distância do local da partida caso não aceitem pagar.

Outro ponto da denúncia é a suposta falta de fiscalização. Nas cenas registradas, não se vê nenhum agente de trânsito, policial ou membro de equipe responsável pelo ordenamento das vias durante as partidas.

“Torcedor querendo estacionar o carro e não tem vaga porque os flanelinhas fecham as ruas todas. Você tem que parar três quatro quilômetros distante do estádio porque eles comandam a região. E ninguém faz nada. Não tem polícia, não tem SMT, não tem nada aqui em volta”, finaliza.

 

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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