“Macaquinho”: Vila Nova e Operário se posicionam sobre caso de racismo durante partida da Série B

Atacante Berto chorou após a partida e precisou ser amparado pela equipe técnica

racismo durante jogo do Vila Nova
Caso ocorreu durante partido no Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), no último sábado (18) (Imagens: Captura de tela/Instagram)

Após o episódio de racismo envolvendo o atacante Berto, que teria sido chamado de “macaquinho” por um torcedor vilanovense, os clubes Vila Nova e Operário Ferroviário divulgaram notas repudiando os atos de racismo. O confronto ocorreu na noite de sábado (18), em Goiânia.

Segundo o jogador, que é natural de Cabo Verde, a ofensa ocorreu no momento em que os jogadores se dirigiam ao término da partida. O caso motivou intervenção imediata das equipes de seguranças e o acionamento da Polícia Militar (PM).

Um suspeito foi identificado por meio do sistema interno de monitoramento do Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA). Ele encaminhado às autoridades para investigação.

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Em nota, o Vila Nova repudiou qualquer forma de discriminação e afirmou ter adotado medidas imediatas assim que a denúncia foi registrada.

O clube disse que acionou o policiamento do estádio e que colaborou com a identificação do suspeito, além de registrar boletim de ocorrência junto às Polícias Militar e Civil.

A diretoria destacou ainda o histórico de campanhas contra o racismo e afirmou que “não medirá esforços para a completa apuração dos fatos”.

“Ressaltamos que, em sendo comprovada a injúria racial após o trâmite do devido processo legal, é imperativa a aplicação das sanções cabíveis aos responsáveis. Como já demonstrado em outras ocasiões, o clube atua com responsabilidade e transparência, tendo sido protagonista em ações relevantes para o futebol brasileiro, como na denúncia que originou a Operação Penalidade Máxima”, finalizou.

O Operário Ferroviário também se pronunciou oficialmente e repudiou “com absoluta veemência” os atos de cunho racista sofridos pelo atleta.

A equipe paranaense ressaltou que prestou apoio imediato aos jogadores e acompanhará o caso até a conclusão das investigações, defendendo a responsabilização dos envolvidos.

O clube também enfatizou que o ato é individual e não representa o Vila Nova nem a totalidade da torcida vilanovense.

“Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”, concluiu.

O caso segue sob apuração das autoridades. A pena para o crime de injúria racial, crime inafiançável e imprescritível, é de reclusão de dois a cinco anos e multa.

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Ícaro Gonçalves

Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).