Morre aos 53 anos Andreia Patrícia, figura icônica do Centro de Anápolis
Partida acontece dias depois de ser localizada e internada, após uma mobilização que comoveu a cidade

Durante muitos anos, bastava caminhar pelo Centro de Anápolis para encontrar Andreia Patrícia Soares. Entre a Praça Bom Jesus, as calçadas do comércio e os bancos da região Central, ela se tornou uma figura conhecida da cidade, daquelas que acabam fazendo parte da paisagem e da memória de quem vive o dia a dia no Centro.
Andreia morreu nesta sexta-feira (26), aos 53 anos, dias após ser localizada e internada compulsoriamente por determinação da Justiça. A notícia rapidamente mobilizou as redes sociais, onde centenas de pessoas compartilharam mensagens de despedida e lembranças de momentos vividos ao lado dela.
Nascida em Anápolis, em 18 de setembro de 1972, Andreia enfrentava transtornos mentais e vivia em situação de vulnerabilidade. Nas últimas semanas, familiares haviam se mobilizado para encontrá-la e garantir que recebesse o tratamento determinado pela Justiça.
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Depois de ser localizada, foi encaminhada a um hospital psiquiátrico. Entretanto, apresentou fortes dores no peito, passou a vomitar sangue e precisou ser transferida para o Ânima Centro Hospitalar. Na unidade, sofreu convulsões, foi intubada e não resistiu.
As homenagens publicadas em forma de comentários em páginas de notícias e grupos de WhatsApp mostram a dimensão que Andreia tinha para a cidade.
“Ela faz parte de Anápolis”, escreveu uma moradora. “Todo anapolino raiz sabia quem era ela”, comentou outro. Houve também quem lembrasse do carinho que demonstrava pelos cães de rua, companheiros constantes de suas caminhadas pelo Centro.
A história de Andreia também foi marcada pelas dificuldades. Ainda assim, para muita gente, essa nunca foi a principal lembrança. O que permanece são as memórias de uma mulher que, durante décadas, esteve presente na rotina da cidade e acabou se tornando um rosto familiar para diferentes gerações de anapolinos.
Com a morte de Andreia, o Centro de Anápolis perde uma de suas figuras mais conhecidas. E a cidade guarda mais uma história daquelas que não aparecem nos livros, mas seguem vivas na lembrança de quem dividiu as ruas, as praças e o cotidiano com ela.
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