Aos 28 anos, após anos estudando Direito e duas aprovações em concurso, jovem abandona a carreira jurídica para trabalhar como garçonete e diz ter encontrado liberdade

Mudança radical levou a norte-americana a abandonar o Direito e rever o significado de uma vida bem-sucedida

Gustavo de Souza -
Aos 28 anos, após anos estudando Direito e duas aprovações em concurso, jovem abandona a carreira jurídica para trabalhar como garçonete e diz ter encontrado liberdade
(Foto: Reprodução)

Durante anos, Claire Gregory seguiu uma trajetória considerada segura e prestigiosa. Formou-se em Direito, conquistou duas habilitações profissionais e começou a atuar na área jurídica. Aos 28 anos, porém, decidiu deixar a carreira para trabalhar em um restaurante.

A jovem, natural de Richmond, nos Estados Unidos, concluiu o curso na Universidade de Miami em 2024. Além do diploma de Juris Doctor, obteve uma especialização em Direito Esportivo e do Entretenimento. Depois, foi aprovada nos exames das ordens dos estados da Virgínia e da Flórida.

Uma carreira que não trouxe realização

Claire trabalhou com defesa pública e Direito do Entretenimento. Apesar das conquistas, percebeu que a rotina não correspondia à vida que desejava construir.

Durante a faculdade e o início da carreira, ela também fazia turnos como garçonete e bartender. Segundo relatou à revista People, era justamente nesses ambientes que se sentia mais espontânea, criativa e conectada com outras pessoas.

Em outubro de 2025, a jovem abandonou a advocacia e passou a atuar integralmente no setor de hospitalidade. A mudança também a levou para Nashville, onde ajudou na abertura de um restaurante.

Aos 28 anos, após anos estudando Direito e duas aprovações na OAB, jovem abandona a carreira jurídica para trabalhar como garçonete e diz ter encontrado liberdade

(Fotos: Reprodução/Redes Sociais)

Liberdade fora do roteiro tradicional

Para Claire, liberdade passou a significar acordar sem temer o início do expediente, ter flexibilidade e não precisar esconder partes da própria personalidade para se encaixar em um ambiente profissional.

A formação jurídica, entretanto, não é vista por ela como desperdício. Claire mantém as duas licenças e considera a possibilidade de retornar à advocacia no futuro. Por enquanto, prefere viver sem um plano rígido e definir o sucesso pelas próprias escolhas.

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Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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