Prefeitura abre sindicância para investigar desaparecimento de bens do Museu de Artes de Anápolis
Medida busca esclarecer o desaparecimento e a destinação de mobiliário doado pela Fundação Bienal de São Paulo, além de apurar possíveis responsabilidades de servidores

A Prefeitura de Anápolis instaurou uma sindicância administrativa para aprofundar as investigações sobre o desaparecimento e a possível destinação irregular de bens pertencentes ao Museu de Artes Plásticas de Anápolis (MAPA). A medida foi oficializada por meio de portaria publicada na última terça-feira (14) no Diário Oficial do Município.
A apuração envolve, entre outros itens, o mobiliário expositivo doado pela Fundação Bienal de São Paulo após a 34ª Bienal, cujo desaparecimento ganhou repercussão nacional no ano passado.
Segundo a portaria, a investigação foi motivada por um processo administrativo aberto após denúncias divulgadas nas redes sociais e posteriormente repercutidas pela imprensa.
Durante as apurações preliminares, a Prefeitura identificou divergências entre os bens citados na denúncia e aqueles descritos no contrato de doação firmado em 2022.
Além disso, parte dos itens não foi localizada e outros foram encontrados em condições inadequadas de conservação.
O documento também menciona relatos de que parte do patrimônio teria sido descartada devido à deterioração provocada por armazenamento inadequado, além de apontar fragilidades na estrutura do museu e falhas no controle patrimonial.
Com a abertura da sindicância, a comissão responsável poderá requisitar documentos, realizar inspeções, ouvir testemunhas e solicitar informações a órgãos públicos e entidades privadas para esclarecer o caso.
Ao final dos trabalhos, será elaborado um relatório apontando os fatos apurados, as provas reunidas, possíveis responsáveis e as medidas administrativas cabíveis.
Caso sejam constatadas irregularidades, a investigação também deverá verificar a existência de dano ao patrimônio público e eventual obrigação de ressarcimento ao erário.
O caso ganhou notoriedade em novembro de 2025, quando o ex-coordenador do MAPA, Paulo Henrique Silva, denunciou o desaparecimento de 26 peças avaliadas em aproximadamente R$ 25 mil.
Inicialmente, a Prefeitura informou que não havia recebido o mobiliário, mas posteriormente a Fundação Bienal de São Paulo confirmou oficialmente a doação por meio do contrato firmado com a Administração Municipal.
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