Salas secretas e treinamento virtual: como é a Base Aérea de Anápolis, que abriga caças supersônicos Gripen e protege a capital federal
Tecnologia dos aviões usados e localização estratégica permitem que pilotos possam chegar a Brasília em apenas cinco minutos de voo

Salas de acesso restrito, caças supersônicos construídos em parceria com a Suécia e uma estrutura totalmente reformulada para garantir o melhor tempo de resposta caso o espaço aéreo de Brasília precise de proteção – tudo isso fica em Anápolis, no que é considerada a maior base aérea da América Latina.
Construída em 1972, a Base Aérea de Anápolis (BAAN) surgiu justamente com a intenção de resguardar a capital e garantir a defesa nacional. Desde então, tem mantido os modelos mais modernos do país.
À época de criação, a BAAN abrigava o primeiro jato supersônico da Força Aérea Brasileira (FAB): os Dessault Mirage III, montados nas oficinas do Esquadrão de Suprimento e Manutenção de Anápolis. Depois disso, o local também contou com os Mirage 2000, que operaram até 2013.
Hoje, alguns desses modelos ficam expostos em três locais da cidade: na Praça Americano do Brasil (conhecida como Praça do Avião), em frente à Vila dos Sargentos e em frente à própria BAAN.

Base Aérea de Anápolis. (Foto: Divulgação)
Enquanto isso, a Base continua equipada com algumas das opções mais modernas do mundo: os Gripen. Construídos em parceria entre a Embraer e a fabricante sueca Saab, eles foram integrados à frota ainda importados.
Atualmente, já podem ser produzidos no Brasil. Com capacidade de chegar a 2.400 km/h (o dobro da velocidade do som), eles alcançam a capital federal em apenas cinco minutos de voo.

FAB 4104 durante voo (Foto: Divulgação/FAB)
São 10 ao todo, todos sediados na BAAN e em uso pelo 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA) Jaguar desde fevereiro de 2026. Por isso, toda a infraestrutura da Base Aérea segue os parâmetros definidos pelos caças e pela missão primordial que sempre assumiu.
Estrutura especializada
Depois de uma visita ao interior da BAAN em novembro de 2025, a Folha de São Paulo expôs que existe ali dentro uma ala controlada, chamada de Black Box. Ela é monitorada por vídeo e áudio e, por isso, não permite o uso de nenhum dispositivo de gravação.
É ali onde são planejados exercícios táticos, análises de missões e treinamentos avançados, por exemplo. Há dois simuladores em funcionamento, instalados em salas distintas e circundadas de câmeras.
O ambiente mescla elementos virtuais e reais, cujos dados são projetados em imagens. Além disso, há um cômodo equipado com computador, joystick e manete de potência semelhantes aos utilizados nos aviões.
Há, ainda, uma pista de 3.300 metros de extensão, projetada para receber diversos tipos de aeronaves militares, vindas de todo o mundo.
Além dos supersônicos F-39 Gripen, a BAAN abriga os cargueiros KC-390 Millennium (que auxiliam o primeiro em missões de abastecimento aéreo) e os jatos de inteligência E-99M e R-99.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








