Golpe contra idosa de Goiânia causa prejuízo acima de R$ 200 mil e termina com três presos
Grupo criminoso atuava em diferentes estados e usava empresas e contas de terceiros para ocultar o dinheiro obtido com as fraudes

Uma idosa de 74 anos, moradora de Goiânia, perdeu R$ 209.398,71 após cair no golpe da falsa central bancária.
O caso levou à prisão de três integrantes de uma organização criminosa na última quarta-feira (29), durante uma operação conjunta das polícias civis de Goiás e do Espírito Santo.
A investigação foi conduzida pela 4ª Delegacia Distrital de Polícia (4ª DP), da Polícia Civil de Goiás (PCGO), que identificou parte do caminho percorrido pelo dinheiro desviado e chegou aos suspeitos na Grande Vitória (ES).
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Segundo a corporação, os criminosos entraram em contato por telefone se passando por funcionários da instituição financeira da vítima.
Durante a ligação, afirmaram que haviam identificado movimentações suspeitas na conta, como transferências via Pix, e orientaram a idosa a acessar o aplicativo do banco para supostamente bloquear as operações.
Seguindo as instruções, ela realizou uma série de transferências e acabou perdendo a quantia.
Dinheiro era pulverizado em diversas contas
Assim que a ocorrência foi registrada, policiais da 4ª DP iniciaram levantamentos de inteligência para rastrear o destino dos valores.
As investigações apontaram que parte do dinheiro havia sido transferida para a conta de uma empresa registrada em nome de uma das investigadas, residente na Grande Vitória.
Com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), os agentes localizaram e prenderam a mulher e outros dois homens.
Conforme a investigação, a suspeita era responsável por abrir empresas exclusivamente para fornecer contas bancárias utilizadas pela organização criminosa.
Já os dois homens atuavam no suporte logístico e financeiro, repassando essas contas para integrantes da quadrilha instalados em São Paulo.
O núcleo paulista foi identificado como o responsável por aplicar o golpe, realizando as ligações e convencendo as vítimas a efetuar as transferências por meio da chamada engenharia social.
Para dificultar o rastreamento dos recursos, o grupo distribuía o dinheiro em diversas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas.
Investigações continuam
Os três presos responderão, inicialmente, pelos crimes de fraude eletrônica e associação criminosa. A PC também apura a prática de lavagem de dinheiro, o que pode elevar a pena para mais de 20 anos de prisão.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização, localizar novas vítimas e rastrear o destino do restante do dinheiro desviado.
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