Em 2023, uma tribo encheu 90 paletes de madeira com terra, árvores e arbustos, lançou tudo de helicóptero dentro de um pântano e criou 90 ilhas de mata para sufocar o capim invasor que estava expulsando o salmão
Experimento incomum testa uma nova saída para recuperar áreas alagadas onde equipes não conseguem entrar com segurança e rapidez

Uma operação incomum transformou o céu de uma área úmida do estado de Washington, nos Estados Unidos, em rota para estruturas cobertas por vegetação. O objetivo era testar uma forma de recuperar um terreno tão encharcado e instável que equipes não conseguiam acessá-lo com segurança.
Em outubro de 2023, um helicóptero transportou cerca de 90 pallets de madeira até um pântano próximo à comunidade de Startup. Cada estrutura carregava solo, uma árvore nativa e quatro arbustos, totalizando aproximadamente 450 plantas.
Como funciona o experimento
O projeto foi desenvolvido pelas Tribos Tulalip para enfrentar a reed canarygrass, conhecida cientificamente como Phalaris arundinacea. A gramínea forma coberturas densas e pode impedir o desenvolvimento de outras espécies em áreas alagadas.
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Antes do transporte, a equipe montou 120 pallets com juta, solo adequado ao ambiente, estacas degradáveis e cordas. Cerca de 90 foram instalados em três áreas de teste. A expectativa é que as árvores e os arbustos produzam sombra e reduzam o avanço da planta invasora.
O helicóptero foi necessário porque canais profundos, trechos alagados e atividades de castores tornavam perigoso caminhar pelo terreno. As estruturas foram içadas individualmente e colocadas nos locais definidos pelos pesquisadores.
Resultado ainda será avaliado
Para comparar o desempenho da técnica, os responsáveis criaram outras três áreas com 350 estacas de salgueiro em cada uma. Mais três parcelas permaneceram sem plantio, formando o grupo de controle.
Portanto, ainda não é possível afirmar que as “miniflorestas” venceram a gramínea. O acompanhamento mostrará se a vegetação nativa consegue sobreviver, produzir sombra e recuperar espaço.
Caso funcione, o método poderá ajudar na restauração de áreas úmidas remotas ou perigosas, sem a entrada de máquinas e grandes equipes.
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