As raças de cachorros que não são recomendadas para quem tem criança em casa, segundo veterinários
Algumas raças exigem mais experiência, treinamento e supervisão para conviver com crianças pequenas de maneira segura dentro de casa

Ter um cachorro crescendo ao lado das crianças pode render uma relação de companheirismo por muitos anos. Porém, antes de escolher o novo integrante da família apenas pela aparência, veterinários recomendam observar características que podem tornar a convivência mais desafiadora.
Isso não significa que determinadas raças sejam naturalmente agressivas ou incapazes de viver com crianças. Temperamento individual, socialização, treinamento e experiências anteriores também influenciam o comportamento. Com uma boa socialização, cães de diferentes raças podem se adaptar à vida familiar.
Ainda assim, algumas raças podem exigir mais cautela em casas com crianças pequenas, principalmente por causa do tamanho, força física, instinto de proteção ou necessidade de ter o espaço respeitado.
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Cane Corso
O Cane Corso é um cão grande, musculoso e historicamente ligado à função de guarda. Pode ultrapassar 45 kg e precisa de socialização precoce, treinamento consistente e tutores experientes.
Veterinários consultados pelo PetMD apontam que a raça tende a se adaptar melhor a famílias com crianças mais velhas, principalmente por causa de seu porte. As interações com menores devem ser supervisionadas.

(Foto: Reprodução/Pexels)
Chow Chow
A aparência extremamente peluda pode fazer o Chow Chow parecer um cachorro que está sempre disposto a receber abraços. Entretanto, a raça costuma valorizar o próprio espaço e pode apresentar comportamento mais reservado.
Segundo análise veterinária do PetMD, o Chow Chow tende a se sair melhor em famílias nas quais as crianças já são mais velhas. Socialização e treinamento desde cedo são fundamentais.

(Foto: Reprodução/Pexels)
Akita
Grande, forte e conhecido pelo comportamento protetor, o Akita também merece atenção antes de ser escolhido para uma família com crianças pequenas.
A raça pode apresentar forte instinto de caça e costuma exigir socialização cuidadosa. Orientações veterinárias indicam que o Akita pode conviver bem com crianças mais velhas, especialmente quando acostumado desde filhote.

(Foto: Reprodução/Pexels)
Chihuahua
Neste caso, o problema pode estar justamente no extremo oposto: o tamanho reduzido.
Por serem muito pequenos, Chihuahuas podem se machucar durante brincadeiras mais intensas. A VCA recomenda supervisão porque uma criança pequena pode ferir o animal acidentalmente ao segurá-lo ou brincar sem controlar a força.

(Foto: Reprodução/Pexels)
Afghan Hound
O elegante Afghan Hound também exige atenção em casas com crianças pequenas. A raça possui histórico ligado à caça e mantém um instinto de perseguição característico.
Veterinários recomendam monitorar a interação com crianças, principalmente as menores, além de ensiná-las a respeitar os limites do cachorro.

(Foto: Reprodução/Pexels)
Mais importante que a raça
A lista não deve ser interpretada como uma proibição. Um cachorro bem socializado e treinado pode apresentar comportamento muito diferente de outro da mesma raça.
Independentemente do animal escolhido, a American Veterinary Medical Association (AVMA) orienta que bebês e crianças pequenas nunca sejam deixados sozinhos com um cachorro.
Ensinar a criança a não incomodar o animal durante o sono, alimentação ou momentos de descanso também ajuda a reduzir situações de risco.
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