Se você tem um desses utensílios de cozinha antigos da casa da avó, pode ter uma fortuna: os 8 itens que valem muito dinheiro entre colecionadores

Peças esquecidas em armários e despensas ganharam novo status e alguns detalhes podem fazer o preço subir de forma surpreendente

Layne Brito Layne Brito -
utensílios de cozinha antigos da casa da avó
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Armários, cristaleiras, despensas e até aquele quartinho onde ficam objetos esquecidos podem guardar peças que atravessaram gerações. O que antes fazia parte da rotina de qualquer casa brasileira hoje desperta nostalgia e, em determinados casos, interesse de colecionadores.

O curioso é que muitos desses objetos nunca foram considerados especiais.

Eram usados para guardar comida, servir o almoço, preparar bolos ou acompanhar a ida semanal à feira. Décadas depois, alguns reaparecem em sites de venda como peças vintage.

Isso não significa que qualquer exemplar antigo valha uma fortuna. Estado de conservação, modelo, fabricante, época e originalidade fazem diferença.

Os valores abaixo são apenas referências aproximadas de anúncios e podem variar bastante.

1. Ursinhos da Parmalat

Os bichinhos de pelúcia da famosa promoção da Parmalat nos anos 1990 estão entre os itens mais reconhecíveis da lista.

Exemplares avulsos podem aparecer por cerca de R$ 60 a R$ 180, enquanto alguns animais mais procurados passam dos R$ 200.

Já coleções completas podem chegar perto de R$ 2 mil.

2. Pote branco de margarina Qualy

O conhecido pote branco com tampa da Qualy ganhou uma segunda função em milhares de cozinhas brasileiras.

Depois que a margarina acabava, o recipiente frequentemente virava pote de feijão, arroz, carne congelada ou sobras do almoço.

Hoje, embalagens antigas e bem conservadas podem aparecer na faixa de R$ 50 a R$ 120, dependendo do ano, da identidade visual e do estado da tampa e do recipiente.

3. Batedeiras antigas

Batedeiras Arno e Walita de décadas passadas também despertam interesse.

Modelos antigos podem aparecer por cerca de R$ 75 a R$ 600, conforme a marca, o ano e o estado de funcionamento.

Peças com tigela, batedores e acessórios originais tendem a chamar mais atenção.

4. Louça Duralex marrom

Poucos objetos remetem tanto às cozinhas brasileiras de outras décadas quanto os pratos, xícaras e travessas de vidro âmbar.

Conjuntos pequenos podem aparecer por cerca de R$ 60, enquanto jogos maiores e bem preservados chegam à faixa de R$ 250 a R$ 300.

5. Filtro de barro

O filtro de barro permanece presente em muitas casas, mas exemplares antigos também ganharam espaço entre os objetos decorativos e de coleção.

Peças antigas mais comuns podem variar de R$ 100 a R$ 400.

Exemplares raros, de fabricantes antigos ou com características incomuns, podem ultrapassar bastante esse valor.

6. Frutas de plástico

Uvas, bananas, maçãs e outras frutas artificiais já ocuparam fruteiras e mesas de muitas casas brasileiras.

Conjuntos antigos podem aparecer por cerca de R$ 30 a R$ 150, dependendo da quantidade, do estilo e do estado de conservação.

Nesse caso, o interesse costuma estar muito mais ligado à estética retrô e à nostalgia.

7. Carrinho de feira

O tradicional carrinho de estrutura metálica e sacola estampada marcou gerações que faziam compras em feiras livres e mercados de bairro.

Modelos antigos podem aparecer na faixa de R$ 80 a R$ 250.

Exemplares com estrutura original, rodas preservadas e estampas típicas de determinada época podem despertar maior interesse.

8. Balança mecânica

Antes da popularização dos modelos digitais, as balanças mecânicas com grandes mostradores estavam em cozinhas, mercados, açougues e mercearias.

Dependendo da marca, tamanho e conservação, exemplares antigos podem aparecer por R$ 100 a R$ 900.

Modelos comerciais maiores e bem preservados costumam alcançar os preços mais altos.

Antes de correr para anunciar qualquer objeto encontrado na casa dos pais ou avós, é importante pesquisar o modelo exato.

Preço anunciado não significa necessariamente preço de venda, e duas peças aparentemente iguais podem apresentar diferenças importantes de valor.

Ainda assim, olhar duas vezes para esses objetos pode valer a pena.

Aquilo que durante anos pareceu apenas uma peça velha pode ter se transformado em item de decoração, memória afetiva ou até objeto procurado por colecionadores.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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