Não é Nova York, nem Orlando: o país ao lado do Brasil, que tem neve, é barato, não precisa de passaporte e virou tendência entre os brasileiros

Com montanhas cobertas de neve e acesso facilitado para brasileiros, destino sul-americano reúne paisagens de inverno e opções para diferentes bolsos

Isabella Sousa Cavalcante Isabella Sousa Cavalcante -
chile
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Para quem sonha em conhecer a neve sem precisar viajar para os Estados Unidos, existe uma alternativa bem mais próxima. O Chile combina a Cordilheira dos Andes, estações de esqui e cidades turísticas que podem entrar no roteiro de brasileiros durante o inverno.

Além da proximidade, outro fator facilita a viagem: brasileiros podem entrar no Chile como turistas usando documento de identidade, sem a necessidade de passaporte. A regra vale para viagens de turismo, desde que o documento esteja em boas condições e permita a identificação do viajante.

Neve pertinho do Brasil

Embora Santiago não costume ficar coberta de neve, a capital chilena funciona como uma das principais portas de entrada para quem quer conhecer as montanhas durante o inverno.

A partir da cidade, o turista consegue chegar a destinos como Valle Nevado, Farellones, El Colorado e La Parva, localizados na Cordilheira dos Andes. O Valle Nevado, por exemplo, fica a cerca de 60 quilômetros de Santiago e está a aproximadamente 3 mil metros de altitude.

Além disso, a temporada de neve costuma ocorrer durante os meses de inverno. Em 2026, o Valle Nevado programou a temporada entre junho e setembro, período em que o complexo recebe turistas interessados em esquiar, brincar na neve ou simplesmente conhecer as paisagens da região.

Quanto custa viajar para o Chile?

O país costuma aparecer entre as alternativas procuradas por brasileiros que querem conhecer a neve na América do Sul. No entanto, dizer que a viagem é simplesmente “barata” exige cuidado.

Os gastos dependem da época, da cidade de origem, do tipo de hospedagem e das atividades escolhidas. Além disso, os preços das estações de esqui podem aumentar bastante o orçamento.

Por outro lado, o turista pode montar um roteiro mais econômico ficando em Santiago e fazendo passeios de um dia para as regiões de neve. Dessa forma, não é necessário necessariamente se hospedar em um resort na montanha.

Levantamentos de custos turísticos colocam Santiago entre os destinos sul-americanos com valores intermediários para viajantes brasileiros, embora os preços possam variar bastante conforme o perfil da viagem.

Documento facilita a viagem

Outro atrativo para brasileiros está na documentação. Quem viaja ao Chile como turista não precisa tirar visto nem apresentar obrigatoriamente um passaporte.

O RG físico em bom estado pode ser suficiente para a entrada no país. A recomendação é levar um documento que permita identificar claramente o viajante, já que versões digitais não substituem necessariamente o documento físico nas regras de entrada.

Por isso, quem pretende viajar deve conferir a documentação antes de embarcar e verificar as exigências atualizadas.

Valle Nevado é um dos destaques

Entre os destinos de inverno mais conhecidos do país está o Valle Nevado, que fica na Cordilheira dos Andes.

O complexo possui pistas para diferentes níveis de prática e recebe tanto quem já esquia quanto visitantes que desejam apenas aproveitar a neve. Em 2026, a estação anunciou uma temporada com investimentos em infraestrutura e novas opções de hospedagem.

Além do Valle Nevado, Farellones também aparece entre as opções procuradas por turistas que saem de Santiago em busca de atividades na neve. Os dois destinos ficam próximos da capital e podem fazer parte do mesmo roteiro.

Por que o Chile chama tanta atenção?

A combinação explica parte do interesse dos brasileiros. O país fica na América do Sul, oferece acesso relativamente simples para quem sai do Brasil e permite encontrar neve durante o inverno.

Além disso, o visitante pode combinar diferentes experiências na mesma viagem. Santiago oferece restaurantes, museus, bairros históricos e vinícolas. Já a Cordilheira acrescenta montanhas, neve e atividades de inverno.

Assim, o Chile consegue reunir cidade e neve em um único roteiro, sem exigir uma viagem intercontinental.

Para quem sempre quis conhecer paisagens branquinhas, portanto, o destino pode ser uma alternativa mais próxima do que cidades famosas dos Estados Unidos. O segredo para gastar menos está, principalmente, em pesquisar passagens, hospedagem e passeios com antecedência e escolher o período de viagem com atenção.

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