Aldeia com apenas 115 habitantes procura novos moradores, oferece casa, trabalho e uma nova vida nas montanhas para quem quer recomeçar
Projeto italiano chegou a prever incentivos de até € 44 mil para quem aceitasse permanecer no vilarejo e desenvolver uma atividade econômica local

Casas de pedra, ruas estreitas e montanhas cercando uma comunidade com pouco mais de uma centena de moradores. Foi nesse cenário que uma pequena aldeia italiana decidiu buscar pessoas dispostas a mudar não apenas de endereço, mas também de rotina.
Santo Stefano di Sessanio, na região de Abruzzo, lançou em 2020 um projeto para enfrentar o esvaziamento populacional. Naquele momento, havia 115 residentes, dos quais 41 tinham mais de 65 anos e somente 13 estavam abaixo dos 20.
A proposta chamou atenção porque combinava moradia com aluguel reduzido, auxílio financeiro e apoio para criação de negócios.
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Até € 44 mil em incentivos
O projeto previa um auxílio de até € 8 mil por ano durante três anos. Além disso, quem abrisse uma atividade aprovada poderia receber até € 20 mil em contribuição única.
Somados os valores máximos, os incentivos poderiam chegar a € 44 mil.
A moradia também fazia parte da proposta, mas não era uma casa entregue gratuitamente. O município previa disponibilizar imóveis por aluguel simbólico ou reduzido.
O objetivo era levar moradores capazes de trabalhar em áreas consideradas importantes para a economia local, como turismo, manutenção, comércio e produção de alimentos típicos.
Não se tratava, portanto, de uma vaga de emprego garantida.
Programa não está aberto atualmente
Os candidatos deveriam ter entre 18 e 40 anos e assumir o compromisso de morar no município por pelo menos cinco anos. Estrangeiros também precisavam atender às regras de residência legal previstas pelo programa.
A consulta inicial terminou em novembro de 2020 e não há, atualmente, uma nova rodada aberta dessa mesma iniciativa.
Casos como esse ajudam a explicar por que pequenas cidades europeias passaram a criar incentivos contra a perda de habitantes. Na própria Itália, imóveis anunciados por € 1 podem exigir reformas e uma série de compromissos do comprador.
Na Espanha, outro vilarejo chegou a oferecer moradia associada a uma oportunidade de trabalho para atrair novos residentes.
Santo Stefano di Sessanio fica nos Apeninos, a cerca de 1.300 metros de altitude. A paisagem pode parecer ideal para quem sonha com uma vida tranquila, mas o programa deixava claro que o objetivo não era atrair turistas: buscava pessoas dispostas a criar raízes e participar da economia da comunidade.
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