Aos 27 anos, ela comprou uma ilha abandonada no Maine para viver sozinha e em silêncio, e sete anos depois deu tudo de presente ao estado, mais de 500 hectares, com a condição de que se tornar um santuário de vida selvagem

Jovem comprou uma ilha na década de 1960, construiu uma casa simples e tomou uma decisão que mudou para sempre o destino da propriedade

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Ilha abandonada
(Imagem: Ilustração/Inteligência artificial/ChatGPT)

Aos 27 anos, Anita Harris tomou uma decisão incomum: comprar uma ilha abandonada na costa do Maine, nos Estados Unidos, construir uma pequena casa e viver em meio à natureza. Anos depois, ela transformou a propriedade em um legado ambiental que permanece até hoje.

Uma vida longe da cidade

A história começou em 1964, quando Anita passou a adquirir terras na região de Brooksville, incluindo uma ilha de aproximadamente 7,3 hectares.

No local, ela construiu uma moradia simples e escolheu uma rotina de isolamento, cercada por florestas, áreas úmidas e praias rochosas. A ideia não era transformar a ilha em um empreendimento turístico, mas preservar o ambiente e viver de maneira discreta.

Com o passar dos anos, Anita continuou comprando terrenos na região. Sua propriedade chegou a ultrapassar 500 hectares, formando uma extensa área natural.

A decisão que mudou o destino da propriedade

Em 1971, Anita decidiu doar as terras ao estado do Maine para que fossem preservadas. A área posteriormente passou a ser conhecida como Holbrook Island Sanctuary.

A condição estabelecida por ela era que o local permanecesse em seu estado natural, sem grandes intervenções ou estruturas modernas que alterassem a paisagem.

A decisão foi especialmente significativa porque a região costeira começava a sofrer com o avanço do desenvolvimento imobiliário.

O que existe no santuário hoje?

O Holbrook Island Sanctuary reúne diferentes ambientes naturais, incluindo florestas, pântanos costeiros, praias rochosas e enseadas.

A área também abriga diversas espécies de aves e outros animais. Trilhas permitem que visitantes conheçam o local sem que seja necessário transformar a paisagem em uma estrutura turística convencional.

O santuário é atualmente administrado pelo estado do Maine e continua seguindo a proposta de preservação associada à doação feita por Anita.

Um legado que atravessou décadas

A história chama atenção porque Anita poderia ter mantido a propriedade ou buscado lucrar com a valorização das terras. Em vez disso, decidiu garantir que aquele território permanecesse protegido.

Mais de cinco décadas depois da doação, a área continua funcionando como um espaço de conservação. A pequena casa e a vida isolada deram lugar a algo muito maior: um pedaço da costa do Maine preservado para as próximas gerações.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Jornalismo Cultural.

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