Jovem que invadiu casa e esfaqueou ex-companheira grávida é condenado em Goiânia
Juiz entendeu que, se dependesse unicamente do réu, vítima não teria sobrevivido ao feminicídio

Alex dos Santos Bastos, jovem de 24 anos que tentou matar a ex-companheira esfaqueada em Goiânia, foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, por tentativa de feminicídio.
A sentença foi emitida nesta segunda-feira (24) pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri da capital.
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Depois, ele foi para casa, onde morava com a mãe. Inclusive, foi ela quem conduziu as equipes policiais até a residência para que o filho fosse preso.
O crime de feminicídio só não se consolidou porque uma amiga da vítima chegou na casa da colega e a encontrou caída no chão, completamente ensanguentada.
À época, a jovem relatou que estava deitada quando foi atacada. Ela foi encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) e recebeu alta no dia seguinte.
Alex estava tomando banho quando a Polícia Militar (PM) chegou para prendê-lo. Ele confessou o crime, dizendo que “tinha matado” a ex-companheira, sem saber que ela tinha sido socorrida.
Na sentença, o juiz considerou que a jovem foi atacada enquanto estava grávida e na presença de uma criança. Por isso, o crime foi qualificado, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
O magistrado ainda destacou que Alex “deu início à execução de um crime de feminicídio, que não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade”.
A Lei prevê que o crime de feminicídio tenha pena mínima de 20 anos e máxima de 40 anos de reclusão. Entretanto, quando se trata de uma tentativa, esse período pode cair de um a dois terços.
Neste caso, a pena para Alex seria de seis anos e oito meses. O tempo foi aumentado para oito anos, 10 meses e 20 dias por conta dos agravantes. Ainda cabe recurso.
O acusado já respondia ao processo preso preventivamente na Penitenciária Odenir Guimarães, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região Metropolitana. Ele deve continuar na unidade.
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