Saiba quem são os irmãos presos em Goiás por suspeita de sonegar R$ 45 milhões e desviar remédios contra o câncer
Suspeitos foram encontrados em uma propriedade rural durante operação que investiga grupo empresarial do setor hospitalar

Dois irmãos foram presos durante a Operação Fórmula Fiscal, que investiga um suposto esquema milionário envolvendo empresas do ramo de medicamentos e produtos hospitalares.
Os suspeitos, identificados como Alécio Soares Silva e Alessandro Soares Silva, foram localizados na quinta-feira (27) em uma propriedade rural de Morrinhos.
Conforme o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Goiás (Cira-GO), os irmãos são apontados como os principais responsáveis pelo grupo empresarial investigado.
Alessandro Soares Silva, de 47 anos, já possui histórico de prisão. Desta vez, ele foi localizado em uma propriedade rural de Morrinhos e permanece preso provisoriamente após o cumprimento do mandado expedido no âmbito da Operação Fórmula Fiscal.
O irmão, Alécio Soares Silva, também foi capturado no local. Empresário do setor de distribuição de produtos hospitalares, ele já era considerado foragido da Justiça desde abril por causa de uma investigação conduzida no Distrito Federal.

Operação Fórmula Fiscal cumpriu mandados em Goiânia e Morrinhos e mira esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 45 milhões. (Foto: Divulgação/Cira-GO)
Investigação no Distrito Federal
Além da Operação Fórmula Fiscal, segundo o Cira-GO, Alécio também era alvo de mandado de prisão preventiva expedido no âmbito da Operação Alto Custo, conduzida pela Polícia Civil do DF.
A investigação aponta o empresário como líder e principal financiador de uma organização criminosa especializada no furto e comércio clandestino de medicamentos de alto custo, principalmente fármacos oncológicos.
De acordo com a apuração, o esquema tinha ramificações em Goiás, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Empresas investigadas no estado teriam sido utilizadas para receber medicamentos furtados e roubados, inclusive produtos subtraídos no Aeroporto de Brasília.
Alécio foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pelos crimes de organização criminosa, receptação qualificada e lavagem de dinheiro.
Operação apreendeu armas e bloqueou bens

Armas de fogo longas e munições foram apreendidas na propriedade rural onde os irmãos foram localizados. (Foto: Divulgação/Cira-GO)
Durante o cumprimento dos mandados em Morrinhos, os investigadores também localizaram armas de fogo longas e munições na propriedade rural onde os irmãos foram presos.
Ao todo, a operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, sendo três em endereços comerciais e residenciais de Goiânia e um na propriedade rural.
A Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens dos envolvidos até o limite de R$ 45.660.838,17. A medida alcança valores bancários, contas financeiras, veículos e imóveis.
Celulares, documentos e veículos também foram apreendidos e passarão por análise para auxiliar no andamento do inquérito.
Segundo o Cira-GO, as provas reunidas serão compartilhadas entre os órgãos responsáveis pelas medidas tributárias, cíveis, criminais e patrimoniais relacionadas ao caso.
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