Caminhoneira aposentada compra quadro por R$ 26 em brechó e anos depois descobre que o quadro pode valer uma fortuna de R$ 77 milhões
O que parecia apenas um presente curioso para uma amiga acabou se transformando em uma longa investigação envolvendo arte, perícia e milhões de dólares

Uma caminhoneira aposentada comprou um quadro por apenas R$ 26 em um brechó sem imaginar que a pintura poderia estar ligada a um dos artistas mais famosos dos Estados Unidos.
A compra aconteceu em 1992, quando Teri Horton encontrou a obra em uma loja de artigos usados em San Bernardino, na Califórnia. Ela pagou apenas US$ 5 pelo quadro porque queria presentear uma amiga.
No entanto, o presente acabou não dando certo. A pintura era grande demais para caber na casa da amiga.
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Foi então que Horton decidiu tentar se desfazer da peça. E esse simples gesto mudou completamente a história.
Um professor percebeu algo diferente
Teri colocou o quadro à venda em uma garagem. Durante a tentativa de negociação, um professor de arte observou a pintura e percebeu uma semelhança com o estilo de Jackson Pollock.
Horton, que não conhecia o artista na época, decidiu investigar.
Jackson Pollock se tornou conhecido principalmente pelas pinturas abstratas produzidas com respingos, fios e gotas de tinta espalhados sobre a tela. O estilo, conhecido como drip painting, marcou sua trajetória e ajudou a transformá-lo em um dos principais nomes do expressionismo abstrato.
A partir daí, aquele quadro comprado por US$ 5 passou a ser analisado por especialistas.
Perícia encontrou possível ligação com o artista
Um especialista forense examinou a obra e encontrou uma impressão digital na parte de trás da tela.
Posteriormente, a perícia comparou essa marca com outras impressões associadas a Pollock e concluiu que existia uma correspondência. Outras análises também apontaram semelhanças entre materiais presentes na pintura e aqueles utilizados pelo artista.
Esses resultados fortaleceram a hipótese de que Horton poderia ter encontrado uma obra original.
No entanto, a descoberta não encerrou a discussão.
Afinal, o quadro é mesmo de Jackson Pollock?
Essa é a grande dúvida que acompanha a história até hoje.
Apesar das análises favoráveis, importantes especialistas e instituições do mercado de arte não reconheceram de forma definitiva a pintura como uma obra autêntica de Jackson Pollock.
Um dos principais problemas envolve a falta de uma procedência comprovada. Ou seja, não existe uma documentação completa capaz de mostrar o caminho percorrido pela obra desde a época em que Pollock estava vivo até ela aparecer no brechó.
Por isso, a atribuição continua sendo contestada.
E de onde surgiu a fortuna de R$ 77 milhões?
Caso a obra seja reconhecida definitivamente como autêntica, estimativas apontaram que ela poderia alcançar valores milionários.
A cifra divulgada para a pintura chegou a US$ 15 milhões, o equivalente a cerca de R$ 77 milhões na conversão usada na história.
No entanto, existe uma diferença importante: uma estimativa não significa que o quadro tenha sido vendido por esse valor.
O preço milionário depende diretamente da autenticação da obra. Sem um consenso definitivo sobre a autoria, o valor permanece ligado à possibilidade de que a pintura seja realmente um Pollock.
Uma compra de R$ 26 que virou documentário
A longa batalha de Teri Horton para provar a autenticidade do quadro chamou a atenção da imprensa e até virou tema de um documentário.
A história mostra como uma compra aparentemente sem valor pode se transformar em um grande mistério. No caso de Horton, porém, a resposta definitiva nunca foi simples.
Assim, o quadro comprado por apenas R$ 26 pode representar uma fortuna milionária — mas tudo depende de uma questão que continua sem consenso: a pintura é realmente uma obra de Jackson Pollock?
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