Casal começou com um carrinho de pipoca na rua, faturava menos de R$ 200 por dia e, 8 anos depois, chegou a R$ 26 milhões com 45 unidades pelo país
O que começou com vendas modestas pelas ruas ganhou outra dimensão após uma decisão que mudaria completamente o negócio do casal

Um carrinho na rua, apenas três sabores no cardápio e menos de R$ 200 entrando no caixa por dia. O começo estava longe de indicar que, anos depois, aquela pequena operação se transformaria em uma empresa milionária. Mas foi justamente assim que um casal começou com um carrinho de pipoca e construiu um negócio que hoje reúne dezenas de unidades.
Maurício Matheus e Andressa Martins começaram a trajetória em 2018, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O investimento inicial foi de R$ 1,7 mil, mas os primeiros meses colocaram à prova a vontade dos dois de fazer o negócio prosperar.
Um começo simples
No início, a Baurucas oferecia pipocas artesanais nos sabores churros, leite em pó e paçoca. A aceitação, porém, não veio imediatamente.
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O faturamento diário permanecia abaixo de R$ 200, enquanto parte do público ainda resistia a pagar mais por uma pipoca com proposta artesanal.
Quatro meses depois, o casal mudou o carrinho de lugar e passou a trabalhar na rodoviária de Campo Grande. Ainda assim, o objetivo era maior. Eles queriam deixar as vendas na rua e encontrar uma estrutura que permitisse ampliar o negócio.
A mudança que fez a pipoca ganhar escala
Cerca de um ano depois, Maurício e Andressa conseguiram abrir o primeiro quiosque no Park Shopping Campo Grande. A mudança levou a marca para um ambiente com maior circulação de consumidores e encerrou a fase do carrinho.
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Pouco depois, a pandemia trouxe outro desafio. Com o fechamento temporário da unidade, o casal improvisou uma cozinha na casa dos pais de Maurício e passou a trabalhar com entregas.
A estratégia ajudou a manter os clientes e abriu espaço para testar novos sabores. Com a retomada, o negócio voltou aos quiosques e entrou no sistema de franquias em 2022.
De menos de R$ 200 por dia a milhões
A expansão levou a Baurucas a 45 unidades, presentes principalmente em shoppings de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além de operações em outros pontos comerciais.
A empresa também passou a contar com uma fábrica própria em Campo Grande, capaz de produzir cerca de 10 toneladas de pipoca por mês para abastecer a rede.
Em 2025, o faturamento chegou a R$ 26 milhões. O cardápio cresceu e atualmente reúne 18 sabores, entre opções permanentes e lançamentos sazonais.
Assim, aquele carrinho comprado por R$ 1,7 mil se tornou apenas o primeiro capítulo de uma trajetória marcada por mudanças de ponto, adaptação durante a pandemia e uma aposta na expansão por franquias.
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