Bancário confessa ter colocado câmera em banheiro de Smart Fit em Goiânia e revela motivo
Inicialmente, havia a suspeita de que o responsável pudesse ser um funcionário da academia, mas avanço das investigações apontou para aluno da unidade

Um bancário confessou ter instalado uma minicâmera no banheiro masculino de uma unidade da Smart Fit, no Setor Bueno, em Goiânia, para gravar frequentadores sem o conhecimento deles.
Em depoimento à Polícia Civil, o investigado afirmou que colocou o equipamento porque “gostava de ver” as imagens registradas.
Inicialmente, havia a suspeita de que o responsável pudesse ser um funcionário da academia. O avanço das investigações, porém, apontou para um aluno da unidade.
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A identificação ocorreu após os investigadores compararem os horários das gravações encontradas no equipamento com os registros de entrada dos alunos pelas catracas da academia.
Ao todo, o material apreendido reúne cerca de duas horas de gravações ininterruptas. As imagens mostram que a câmera foi posicionada de forma discreta no mictório e registrou momentos íntimos de diferentes frequentadores sem que eles percebessem.
A partir do cruzamento entre o horário em que o equipamento começava a funcionar e os registros do sistema de controle de acesso, a Polícia Civil chegou ao bancário.
Nesta terça-feira (22), policiais do 4º Distrito Policial cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento do investigado, no Setor Marista.
Computadores, celulares e outras mídias digitais foram recolhidos e serão submetidos à perícia. O bancário também foi levado à delegacia, onde prestou depoimento e admitiu ter instalado a câmera.
Conforme relatado durante a investigação, ele alegou que buscava satisfação pessoal com as gravações.
Investigação continua
Neste momento, o bancário responderá ao processo em liberdade. Segundo as informações divulgadas, não há previsão de prisão preventiva para o crime de registro não autorizado de intimidade e nudez nas circunstâncias apuradas até agora.
A investigação, entretanto, ainda deverá analisar o conteúdo dos equipamentos encontrados no apartamento.
A perícia buscará descobrir, entre outros pontos, se as gravações foram compartilhadas ou comercializadas. Caso sejam encontradas evidências nesse sentido, poderá haver mudança no enquadramento criminal e um eventual pedido de prisão à Justiça.
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