Água quente ou água fria: qual é a melhor forma de cozinhar o arroz e deixá-lo soltinho e no ponto certo, segundo cozinheiras

Temperatura escolhida interfere no andamento do cozimento, mas outro cuidado feito antes e depois da água pesa ainda mais no resultado

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
arroz na panela, soltinho e branquinho
(Foto: Reprodução/Captura de tela/Youtube)

Usar água quente ou água fria para cozinhar o arroz é uma daquelas escolhas que variam de uma cozinha para outra. No entanto, quando o objetivo é preparar o arroz branco tradicional soltinho e no ponto certo, cozinheiras experientes costumam recorrer à água quente ou fervente depois que os grãos já foram refogados.

Rita Lobo, apresentadora e autora especializada em culinária, orienta levar a água à fervura separadamente. Depois, o arroz passa cerca de um minuto envolvido pelo azeite antes de receber o líquido quente.

Ana Maria Braga também ensina uma lógica semelhante: primeiro o arroz deve ser bem refogado e, somente depois, recebe a água quente.

Por que a água quente leva vantagem

Quando água fria entra em uma panela que já está aquecida, a temperatura do preparo cai temporariamente.

Com água fervente, o processo continua de maneira mais uniforme e o arroz volta à fervura mais rapidamente.

Isso facilita o controle do tempo e do ponto, principalmente no arroz branco agulhinha preparado pelo método de absorção, no qual praticamente toda a água colocada na panela será incorporada pelos grãos ou evaporará.

Ainda assim, usar água fria não significa necessariamente condenar o arroz ao fracasso. Ela também pode cozinhar os grãos. A diferença está principalmente na dinâmica e no controle do cozimento.

O segredo começa antes da água

A temperatura do líquido não faz todo o trabalho.

Rita Lobo recomenda mexer o arroz no azeite durante cerca de um minuto antes de acrescentar a água. Esse refogado envolve os grãos com gordura e ajuda a deixá-los separados depois de cozidos.

Outro ponto importante é a proporção.

Na receita de arroz branco soltinho, a cozinheira utiliza duas medidas de água para cada medida de arroz. A quantidade pode variar conforme variedade do grão, panela e método utilizado, mas colocar líquido em excesso é um dos caminhos mais rápidos para terminar com arroz úmido e empapado.

Depois que colocou a água, mexa menos

Outro hábito capaz de alterar a textura é continuar mexendo o arroz durante todo o cozimento.

Depois que a água entra e os ingredientes são misturados, a recomendação é deixar os grãos cozinharem sem ficar movimentando a panela constantemente.

O excesso de manipulação pode favorecer a liberação de amido e prejudicar a separação dos grãos.

Quando a água começa a atingir o nível do arroz, o fogo pode ser reduzido para que a etapa final aconteça de maneira mais suave.

O descanso final faz diferença

Tem ainda um passo que muita gente ignora porque parece que o arroz já está pronto.

Depois que a água seca e o fogo é desligado, Rita Lobo orienta manter a panela tampada por cerca de cinco minutos.

Nesse período, o vapor retido termina de distribuir calor e umidade pelo arroz.

Somente depois vale abrir a panela e soltar delicadamente os grãos com um garfo.

Portanto, entre água quente ou água fria, a quente costuma ser a escolha mais prática para o arroz branco já refogado. Porém, o resultado soltinho depende de um conjunto: refogar corretamente, usar uma proporção adequada de líquido, evitar mexer durante o cozimento e respeitar alguns minutos de descanso antes de servir.

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Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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