Guerra com Márcio Corrêa e desgaste com colégios militares custaram a reeleição de Coronel Adailton para deputado estadual
Parlamentar perdeu votos, terminou em oitavo na própria federação partidária e ficou sem o terceiro mandato na Assembleia Legislativa

O deputado estadual Coronel Adailton (Solidariedade) não conseguiu conquistar o terceiro mandato na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Neste domingo (04), recebeu 23.606 votos, contra 25.610 em 2022: uma redução de 2.004 votos, equivalente a 7,83%.
O resultado encerra um ciclo marcado pelo confronto com o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), e pelo desgaste envolvendo os colégios militares, uma das principais bandeiras da trajetória do parlamentar.
Adailton se aproximou de opositores do prefeito e passou a contar com uma estrutura de comunicação conduzida pelo filho, com jornal e podcast. O Diário do Município, anteriormente ligado ao grupo de Roberto Naves (Republicanos), foi repassado a Adailton Júnior após o fim da gestão do ex-prefeito.
Sob o novo comando, o veículo se tornou palco desse enfrentamento. As críticas à administração municipal deram lugar, em diferentes momentos, a ataques pessoais e trocas de acusações. Nos microfones do Painel Diário e nas publicações do jornal, o confronto ganhou um tom que ultrapassava a discussão sobre a gestão.
Márcio também respondia em tom duro nas redes. Em um dos episódios, nos comentários de uma postagem do veículo, escreveu ao deputado: “Como nunca honrou a farda, tenta pelo menos honrar suas calças”.
A disputa colocou em evidência também as denúncias envolvendo os colégios militares. A ligação com essas instituições, antes um trunfo eleitoral de Adailton, passou a ser explorada como ponto de desgaste.
Adailton terminou em oitavo nas vagas do Solidariedade/PRD, longe até de eventual suplência
A Federação Renovação Solidária, formada pelo Solidariedade e pelo Partido Renovação Democrática (PRD), somou 329.875 votos, incluindo os de legenda, e conquistou quatro cadeiras. Foram eleitos Wagner Neto (40.710), Anderson Teodoro (39.424), Alessandro Moreira (36.300) e Paulin Vai Nele (33.588).
Adailton ficou em oitavo na disputa interna. Também terminaram à sua frente Cristiano Galindo, com 32.709 votos; Cristóvão Tormin, com 31.454; e Julio Pina, com 30.225. Os três igualmente ficaram como suplentes e não conseguiram renovar seus mandatos.
O desempenho ficou abaixo da previsão do próprio Adailton, que havia projetado, em entrevista ao Diário de Goiás no começo do ano, pelo menos cinco deputados estaduais eleitos pela federação. Além da queda na votação pessoal, o parlamentar acabou superado por sete concorrentes da chapa.
Em Anápolis, a derrota se soma à de Vivian Naves (Republicanos), que recebeu 22.225 votos e também perdeu a reeleição. Os dois deixam a Assembleia após uma eleição que reduziu o espaço institucional de grupos que fazem oposição ao prefeito.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






