Salário mínimo previsto em R$ 1.741 para 2027: veja quanto sobraria no bolso do trabalhador depois de comprar a cesta básica
Uma conta com preços atuais mostra quanto apenas a alimentação já comprometeria da renda mensal, antes mesmo de entrarem moradia, transporte e outras despesas

O salário mínimo projetado para 2027 já permite fazer uma conta que ajuda a mostrar quanto a alimentação pode pesar no orçamento do trabalhador.
O Projeto de Lei Orçamentária apresentado pelo Governo Federal prevê um piso de R$ 1.741, valor R$ 120 superior aos atuais R$ 1.621.
Mas quanto sobraria depois de comprar uma cesta básica?
- Nova Carteira de Identidade já está disponível para ser solicitada pelo celular e entregue em casa: entenda como pedir e quais os prazos
- R$ 3,1 milhões a mais no salário por engano: faxineiro se recusa a devolver o dinheiro e caso vai parar na Justiça
- Bloqueio da CNH em 2026: Detran emite alerta para brasileiros que têm pendências no CPF e explica o que pode acontecer
A resposta muda bastante de uma região para outra. Dependendo da capital utilizada na comparação, poderiam restar de cerca de R$ 840 a mais de R$ 1,1 mil, considerando os preços atuais dos alimentos.
Quanto sobraria depois da cesta básica?
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com a Conab, acompanha os preços nas 27 capitais brasileiras.
Em agosto de 2026, São Paulo tinha a cesta mais cara do país, com custo de R$ 900,59.
Se esse mesmo valor fosse mantido em 2027 e o salário mínimo chegasse aos R$ 1.741 previstos, sobrariam R$ 840,41.
Em outras regiões, o resultado seria diferente.
| Estado | Capital pesquisada | Cesta básica | Quanto sobraria de R$ 1.741 |
|---|---|---|---|
| São Paulo | São Paulo | R$ 900,59 | R$ 840,41 |
| Rio de Janeiro | Rio de Janeiro | R$ 851,19 | R$ 889,81 |
| Goiás | Goiânia | R$ 772,90 | R$ 968,10 |
| Pernambuco | Recife | R$ 643,02 | R$ 1.097,98 |
| Sergipe | Aracaju | R$ 570,98 | R$ 1.170,02 |
Em algumas capitais, quase metade do salário iria para alimentação
A diferença fica ainda mais clara quando se compara o peso da cesta sobre o piso projetado.
Em São Paulo, os R$ 900,59 equivaleriam a pouco mais da metade dos R$ 1.741.
Já em Aracaju, onde a cesta custava R$ 570,98 no mesmo levantamento, restariam aproximadamente R$ 1.170 depois da compra dos alimentos.
E ainda existem todas as outras contas do mês
A cesta básica representa apenas uma parte das despesas de uma família.
Depois da alimentação, ainda entram gastos como:
- aluguel ou prestação da casa;
- energia elétrica;
- água;
- gás de cozinha;
- transporte;
- medicamentos;
- internet;
- produtos de higiene e limpeza.
É justamente por isso que o Dieese calcula mensalmente o chamado salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas.
Em agosto de 2026, a entidade estimou esse valor em R$ 7.565,86, equivalente a 4,67 vezes o salário mínimo vigente naquele mês.
Os R$ 1.741 ainda são uma previsão para 2027
O Projeto de Lei Orçamentária de 2027 utiliza R$ 1.741 como estimativa para o novo salário mínimo.
O cálculo apresentado pelo governo considera a inflação projetada pelo INPC e o aumento real previsto pela política de valorização do piso.
Por enquanto, a comparação com os preços atuais da cesta básica ajuda a mostrar quanto a alimentação poderia pesar no orçamento.
Se o piso de R$ 1.741 já estivesse valendo com os preços registrados em agosto, sobrariam cerca de R$ 840 em São Paulo, R$ 968 em Goiânia, quase R$ 1,1 mil em Recife e aproximadamente R$ 1,17 mil em Aracaju depois da compra da cesta básica.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








