Derrotado nas urnas, Coronel Adailton está processando Márcio Corrêa e quer R$ 100 mil de indenização
Deputado acusa prefeito de Anápolis de injúria e difamação após ser chamado de “ladrão” e ouvir que deveria “honrar suas calças”

Derrotado nas eleições de domingo (04), o deputado estadual Coronel Adailton (Solidariedade) está processando o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), por injúria e difamação. Na ação, pede R$ 100 mil de indenização por danos morais.
O processo foi apresentado em julho e tem origem em uma troca de ataques entre os dois políticos, ocorrida em fevereiro, nas redes sociais e durante a inauguração do Anel Viário do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA).
A discussão começou quando o Diário do Município, veículo de comunicação ligado a Adailton, publicou que Márcio estaria deixando o PL para retornar ao MDB e apoiar Daniel Vilela, em vez de Wilder Morais, na disputa pelo Governo de Goiás.
Na publicação, Adailton comentou: “Mais uma vez mostrando a sua personalidade”. Márcio reagiu às informações e às críticas, chamando o deputado de “ladrão de formatura” e “propagador de fake news”.
“Como nunca honrou sua farda, tenta pelo menos honrar suas calças”, escreveu o prefeito em outro comentário.
No dia seguinte, durante a inauguração do Anel Viário do DAIA, Márcio voltou a atacar o parlamentar, acusando-o de irregularidades envolvendo merenda, fardas e formaturas de estudantes de colégios militares.
Na ação, os advogados de Adailton alegam que as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e prejudicaram a reputação do deputado. Como provas, apresentaram registros das publicações e gravações do evento.
O caso tramita na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), sob relatoria do desembargador Oscar Sá Neto. Em setembro, o magistrado determinou a notificação de Márcio para apresentar defesa preliminar. Ainda não há decisão sobre o recebimento da queixa-crime.
Derrota nas urnas
Em meio à guerra política com Márcio Corrêa, Coronel Adailton recebeu 23.606 votos nas eleições de domingo (4) e não conseguiu se reeleger para um terceiro mandato na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Em Anápolis, principal base eleitoral do parlamentar, a votação caiu de 9.102 votos, em 2022, para 4.729 neste ano.
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