Prova prática da CNH muda em 2026: baliza deixa de ser etapa isolada e avaliação passa a somar pontos
Nova regra tira a baliza como etapa isolada, soma infrações por gravidade e mantém o estacionamento como parte possível do percurso

Quem pretende tirar a carteira de motorista em 2026 já encontra um processo de habilitação diferente em vários estados brasileiros.
As mudanças vêm da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, publicado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
As regras são nacionais, mas os Departamentos Estaduais de Trânsito estão fazendo as adaptações operacionais em ritmos diferentes.
Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul estão entre os estados que já colocaram diferentes partes do novo modelo em funcionamento.
Baliza deixou de ser uma etapa isolada da prova
Uma das mudanças que mais chamaram atenção foi o fim da tradicional baliza como uma fase separada e eliminatória do exame.
O novo modelo nacional concentra a avaliação na maneira como o candidato conduz o veículo durante um percurso e reage às situações encontradas no trânsito.
Isso não significa que estacionar deixou de ser importante.
A capacidade de parar e imobilizar o veículo com segurança ainda pode ser observada durante o exame, mas sem necessariamente reproduzir aquele antigo teste isolado entre estacas.
Candidato agora começa a prova com zero ponto
A maneira de calcular o resultado também mudou.
O candidato inicia o exame com zero ponto e recebe pontuação conforme as infrações cometidas durante a condução.
| Tipo de infração | Pontuação |
|---|---|
| Leve | 1 ponto |
| Média | 2 pontos |
| Grave | 4 pontos |
| Gravíssima | 6 pontos |
Para ser aprovado, o candidato pode terminar a avaliação com até 10 pontos.
Ao chegar a 11 pontos ou mais, não consegue a aprovação.
Assim, uma infração gravíssima isolada, que vale seis pontos, não ultrapassa sozinha o limite previsto pelo sistema.
O exame, porém, também pode ser interrompido se houver falta de domínio do veículo, imperícia reiterada ou uma situação que comprometa a segurança.
Goiás já retirou baliza e aclive da prova
Em Goiás, as mudanças começaram a ser colocadas em prática logo no início de 2026.
Para as categorias B, C, D e E, o Detran-GO retirou os testes isolados de aclive e baliza.
A prova passou a ser realizada em uma etapa única, concentrada no trajeto.
O estado também já utiliza o novo sistema de pontuação e iniciou o credenciamento de instrutores autônomos.
Rio de Janeiro também mudou a forma de avaliar
No Rio de Janeiro, a implantação ocorreu em etapas.
A baliza deixou de ser cobrada como fase específica em junho e, no mês seguinte, o Detran-RJ adotou o sistema de pontos do novo modelo nacional.
Em setembro, o órgão também avançou em outras mudanças.
Veículos automáticos passaram a poder ser cadastrados para aulas e provas, e candidatos que fazem a formação com instrutores autônomos começaram a entrar no sistema de agendamento do exame prático.
Rio Grande do Sul já permite até veículo particular na prova
O Rio Grande do Sul também regulamentou mudanças ligadas ao novo sistema.
No estado, o candidato pode realizar o exame prático com veículo de um CFC, de instrutor autorizado, veículo próprio ou até um automóvel de terceiros, desde que sejam cumpridas as condições exigidas pelo Detran.
O veículo precisa estar previamente vinculado ao exame e passar pelas verificações necessárias antes da avaliação.
Aulas práticas caíram de 20 para apenas duas horas mínimas
As mudanças não ficaram restritas à prova.
Para a primeira habilitação nas categorias A ou B, a Resolução passou a exigir apenas duas horas mínimas de aulas práticas.
A mesma carga mínima se aplica à adição das categorias A ou B.
Já para mudança entre categorias B, C, D e E, o curso prático especializado deve ter pelo menos dez horas.
O curso teórico para primeira habilitação também deixou de ter uma carga horária mínima previamente fixada.
Primeira habilitação A ou B: 2 horas práticas
Adição de A ou B: 2 horas práticas
Mudança entre B, C, D e E: 10 horas práticas
Autoescola deixou de ser o único caminho
Outra mudança importante é a possibilidade de preparação com instrutores autônomos devidamente autorizados pelo órgão de trânsito.
Em Goiás, por exemplo, o Detran já possui profissionais credenciados para ministrar aulas práticas nas categorias A e B.
O próprio candidato também pode fornecer o veículo utilizado durante as aulas, desde que ele cumpra as exigências previstas.
Na prova prática, a norma nacional também permite que o veículo seja disponibilizado pelo candidato ou por terceiros, observadas as regras do Detran responsável pelo exame.
Processo não vence mais automaticamente após 12 meses
Outra mudança que pode aliviar quem demora mais para concluir a habilitação é o fim daquele prazo geral de 12 meses para encerrar todo o processo.
Pelas novas regras, o processo de formação permanece aberto por tempo indeterminado e as etapas já concluídas podem continuar registradas.
Em Goiás, o Detran já informou que os processos alcançados pelo novo modelo deixaram de prescrever simplesmente porque completaram um ano.
Assim, a nova CNH não representa apenas uma mudança na baliza.
O modelo altera a forma de estudar, fazer aulas, escolher o instrutor, utilizar o veículo e principalmente a maneira como o candidato é avaliado durante a prova prática.
Como a implantação operacional ocorre pelos Detrans, quem está tirando a carteira deve conferir também quais etapas do novo sistema já estão disponíveis no próprio estado.
Veja abaixo a explicação sobre as principais mudanças na nova prova prática da CNH:
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!








