Aposentados e pensionistas de todo o país têm prazo para fazer regularização usada para manter os benefícios
A biometria do INSS passará por uma nova etapa e quem recebe benefício precisa entender o calendário para não deixar a regularização para a última hora

Aposentados e pensionistas do INSS precisam ficar atentos a uma mudança envolvendo o cadastro biométrico usado na concessão, manutenção e renovação de benefícios.
O calendário de transição avança no fim de 2026 e muda principalmente a situação de quem ainda não possui biometria registrada em nenhuma das bases oficiais aceitas pelo Governo Federal.
Porém, quem já possui biometria vinculada à CNH ou à Justiça Eleitoral não precisa correr imediatamente para emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN).
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Além disso, o governo afirma que não haverá bloqueio automático de aposentadorias ou pensões ativas apenas porque o beneficiário ainda não possui a nova identidade.
O que muda na biometria do INSS no fim de 2026?
Até 31 de dezembro de 2026, o Governo Federal permite verificar ou cadastrar a biometria por meio da CIN, da CNH ou da Justiça Eleitoral, entre outras bases previstas nas regras de transição.
Por isso, quem ainda não possui nenhum registro biométrico pode aproveitar esse período para regularizar a identificação.
A partir de 1º de janeiro de 2027, porém, quem não tiver biometria cadastrada deverá recorrer à emissão da CIN para fazer esse registro.
Já as biometrias da CNH ou do título de eleitor registradas até o fim de 2026 continuam válidas durante 2027 para concessão, manutenção e renovação dos benefícios abrangidos pelas regras.
Quem já tem biometria precisa fazer a CIN agora?
Não necessariamente.
Quem já possui biometria cadastrada na CNH ou na Justiça Eleitoral até o fim de 2026 poderá continuar utilizando essas informações durante 2027.
Assim, o segurado não precisa substituir imediatamente o cadastro já existente apenas porque ainda não emitiu a nova identidade.
No entanto, essa transição tem data para terminar.
A partir de 1º de janeiro de 2028, somente a biometria vinculada à Carteira de Identidade Nacional será aceita para concessão, manutenção e renovação dos benefícios alcançados pela regra.
| Situação | O que acontece |
|---|---|
| Já tem biometria em base oficial | Pode usar o cadastro existente durante 2027, se registrado dentro do prazo de transição |
| Chega a 2027 sem biometria | Precisará emitir a CIN para realizar o cadastro biométrico |
| A partir de 2028 | Somente a biometria da CIN será aceita para concessão, manutenção e renovação |
Benefício não será bloqueado automaticamente
Uma das maiores preocupações entre aposentados e pensionistas envolve a possibilidade de perder o pagamento sem aviso.
Porém, o Governo Federal informa que a implantação ocorrerá de forma gradual e não haverá bloqueio automático dos benefícios ativos simplesmente pela ausência imediata da CIN.
Para quem já recebe um benefício, o próprio governo consulta as bases biométricas disponíveis.
Além disso, quando houver necessidade de regularização dentro de um procedimento de manutenção ou renovação, o beneficiário deverá receber orientação para atualizar a identificação.
Biometria e prova de vida não são a mesma coisa
Outro ponto importante é não confundir o novo cadastro biométrico com a prova de vida do INSS.
A biometria serve para confirmar de forma segura quem é o beneficiário.
Já a prova de vida verifica se o titular continua vivo e, atualmente, o INSS consegue fazer essa confirmação automaticamente em grande parte dos casos por meio do cruzamento de informações governamentais.
O comparecimento às urnas, por exemplo, pode entrar nesse cruzamento e valer como prova de vida automática.
Quem pode ficar dispensado da biometria?
As regras também preveem exceções enquanto o Poder Público não oferecer condições adequadas para realizar o cadastramento.
Entre os grupos que podem receber dispensa, mediante comprovação, estão:
- pessoas com mais de 80 anos;
- residentes no exterior;
- migrantes, refugiados e apátridas;
- pessoas impossibilitadas de se deslocar por motivo de saúde ou deficiência;
- moradores de determinadas localidades de difícil acesso.
Por isso, a situação não é igual para todos os aposentados e pensionistas.
O que aposentados e pensionistas devem fazer agora?
O primeiro passo é verificar se já existe biometria registrada em uma base oficial.
Quem possui CNH com biometria ou cadastro biométrico na Justiça Eleitoral pode estar coberto durante o período de transição.
Já quem não possui nenhum desses registros pode se organizar para emitir a Carteira de Identidade Nacional.
Além disso, vale manter telefone, endereço e demais informações atualizadas e acompanhar eventuais comunicações pelos canais oficiais.
Assim, a biometria do INSS não exige uma corrida imediata de todos os aposentados e pensionistas. Porém, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deve aproveitar o período de transição para evitar dificuldades nos próximos anos.
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