Os jardineiros recomendam: a trepadeira que pode viver mais de 100 anos, proporciona muita sombra e é tão bonita quanto a buganvília
Glicínia chama atenção pelos cachos de flores e pela longevidade, mas exige suporte resistente, podas e clima adequado para florescer

Cachos de flores pendentes e uma folhagem que cobre pérgolas fazem da glicínia uma opção para quem busca cor e sombra no jardim.
Essa trepadeira do gênero Wisteria também chama atenção pela longevidade: há exemplares com idade estimada superior a 100 anos.
Um deles cresce em Parham House & Gardens, na Inglaterra.
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Segundo a Royal Horticultural Society (RHS), instituição britânica dedicada à horticultura, a glicínia japonesa desse jardim tem mais de um século e produz cachos perfumados que podem alcançar um metro.
Essa idade, porém, não representa uma garantia para toda muda.
Para cultivar a planta, o planejamento começa pela estrutura.
Mark Saunders, jardineiro chefe de Fittleworth House, também na Inglaterra, cuida de uma glicínia centenária e recomenda reservar espaço suficiente e instalar um suporte forte para acompanhar seu crescimento.
Em orientações publicadas pelo National Garden Scheme, Saunders destaca a importância das podas e de controlar os ramos que avançam sobre telhas, calhas e fios.
Portanto, cobrir um caramanchão exige manutenção periódica.
A RHS orienta o plantio em solo fértil, bem drenado e sob sol pleno.
Além disso, a sombra varia ao longo do ano: a glicínia perde as folhas no outono, deixando a cobertura mais aberta.
No Brasil, a paisagista Raquel Patro, fundadora do Jardineiro.net, explica que a planta aprecia o frio e indica seu cultivo em climas subtropicais ou mediterrâneos.
Em regiões quentes, seu desempenho pode ser menor.
Outra dica vem de Jamie Stephenson, jardineiro-chefe de Monteviot House & Gardens, na Escócia: escolher uma muda que já esteja florescendo.
A orientação ajuda a evitar uma longa espera, pois plantas produzidas por sementes podem levar até 20 anos para dar flores.
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