Empréstimo consignado do INSS em 2026: como desbloquear o benefício e quem pode contratar sem biometria cadastrada

Nova regra permite validação por dados bancários quando sistema não encontra registro biométrico do beneficiário

Angelina de Paula Angelina de Paula -
Empréstimo consignado do INSS em 2026: como desbloquear o benefício e quem pode contratar sem biometria cadastrada
(Foto: Reprodução/INSS/Divulgação)

Aposentados e outros beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que pretendem contratar empréstimo consignado precisam primeiro verificar se o benefício está liberado para a operação.

Em 2026, uma mudança também abriu caminho para quem não possui biometria disponível nas bases consultadas pelo governo.

Para desbloquear, o titular deve entrar no Meu INSS com CPF e senha Gov.br, pesquisar por “Bloquear/Desbloquear Benefício para Empréstimo”, selecionar o benefício e seguir as orientações exibidas pelo sistema.

O processo acontece pela internet.

A biometria continua como primeira forma de validação.

Entretanto, desde agosto, quando a Dataprev não localiza cadastro biométrico do beneficiário nas bases governamentais, o sistema pode liberar uma alternativa: autenticação pelo Gov.br com validação de dados bancários.

Isso significa que a opção não funciona como escolha livre entre biometria e banco. Primeiro, o sistema procura o registro biométrico; somente quando não o encontra aparece a possibilidade de validação bancária.

A mudança surgiu com a Instrução Normativa PRES/INSS nº 213/2026.

Outro detalhe importante envolve benefícios recém-concedidos. Em regra, eles permanecem bloqueados para consignado durante os primeiros 90 dias. Depois desse período, o segurado pode solicitar a liberação.

Além disso, a Lei nº 15.327/2026 determina que o benefício volte a ficar bloqueado depois de cada contratação.

Portanto, quem quiser realizar uma nova operação precisa fazer outro desbloqueio.

A lei também proíbe contratar ou desbloquear consignado por procuração ou central telefônica.

Por segurança, o INSS recomenda manter o benefício bloqueado quando não houver intenção de contratar crédito e liberá-lo apenas quando necessário.

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Angelina de Paula

Angelina de Paula

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde setembro de 2026.

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