Funcionário do RH explica como fica a escala da empresa após o fim da escala 6×1
O fim da escala 6x1 tem causado comoção nas redes sociais, levantando uma discussão sobre como será o seu funcionamento

A aprovação do fim da escala 6×1 trouxe uma boa notícia para milhões de trabalhadores que passam seis dias da semana no emprego e encontram pouco tempo para descansar, cuidar da família ou resolver compromissos pessoais.
Mas existe uma dúvida que nem sempre aparece nas discussões: como o setor de Recursos Humanos vai distribuir os funcionários quando cada pessoa passar a trabalhar menos dias?
Felipe Prado, consultor de RH, colocou em pauta justamente a reorganização das escalas. A situação ajuda a entender por que a mudança representa mais do que simplesmente acrescentar uma folga no calendário.
O desafio do RH começa na distribuição das horas
A principal mudança será combinar a redução da carga horária com a necessidade de manter as atividades da empresa funcionando normalmente.
Atualmente, um trabalhador submetido à escala 6×1 pode cumprir 44 horas semanais, distribuídas em seis dias.

Exemplo de possível escala de trabalho (Imagem: Reprodução/@felipaohenedina/X)
A tabela representa a jornada padrão. Situações especiais e regimes de compensação podem exigir distribuições diferentes.
Como uma empresa poderá organizar os funcionários na prática?
Imagine um supermercado que funciona durante os sete dias da semana.
Uma equipe poderá trabalhar de segunda a sexta-feira, enquanto outra terá folgas em dias diferentes para garantir o atendimento durante o fim de semana.
Nesse cenário, o RH precisará distribuir os turnos, conferir a carga horária individual e garantir que cada trabalhador receba os descansos previstos.
Para visualizar a diferença, durante a etapa final, um funcionário poderá cumprir oito horas diárias em cinco dias, totalizando 40 horas semanais.
Já na fase inicial de 42 horas, a distribuição uniforme corresponderia a oito horas e 24 minutos por dia, observadas as condições legais de compensação.
As duas folgas precisarão acontecer no fim de semana?
O texto estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Isso permite que empresas com funcionamento contínuo organizem revezamentos, respeitando os direitos dos trabalhadores e as regras aplicáveis à categoria.
Também existe uma possibilidade importante: mediante convenção ou acordo coletivo, poderão ser adotadas escalas compensatórias diferentes do modelo 5×2.
Nesses casos, será necessário garantir a média de duas folgas remuneradas por semana dentro do mesmo mês, com pelo menos um descanso no período máximo de uma semana de trabalho.
A nova escala ainda não entrou em vigor
Apesar da aprovação na Câmara e no Senado, a proposta ainda aguardava promulgação pelo Congresso Nacional em 15 de outubro de 2026.
As primeiras mudanças deverão ocorrer 60 dias após a promulgação, quando a jornada máxima cairá para 42 horas semanais.
A redução para 40 horas acontecerá 12 meses depois, completando a transição em 14 meses.
A PEC também proíbe que os salários sejam reduzidos em razão da diminuição da jornada.
O que o funcionário deverá observar no novo calendário?
Quando a empresa apresentar as novas escalas, será importante conferir os dias de descanso, os horários de entrada e saída e a quantidade de horas semanais.
A discussão sobre a rotina do RH mostra que a mudança terá duas faces: para o empregado, a perspectiva de mais descanso; para a empresa, o desafio de manter as atividades funcionando com jornadas menores.
O resultado será uma reorganização dos turnos, e não necessariamente o fechamento dos estabelecimentos nos dias em que os funcionários estiverem de folga.
eu trabalho em RH pessoal, vamos lá:
com fim da escala 6×1 seu comércio poderá funcionar 6 dias por semana, você apenas terá que adequar a escala de trabalho dos seus colaboradores, respeitando a jornada máxima de 40h e 2 folgas na semana
exemplos:
— pradinho (@felipaohenedina) October 15, 2026
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